A suplente de senadora por Mato Grosso, Margareth Buzetti, criticou a proposta de redução da jornada de trabalho e mudança na escala de trabalho discutida no Congresso Nacional. Em entrevista nesta semana, a empresária classificou a medida como uma “proposta eleitoreira” e afirmou que o debate ocorre em um momento inadequado por conta da proximidade do período eleitoral.
Segundo Buzetti, a eventual aprovação da proposta pode gerar aumento nos custos das empresas, especialmente para pequenos empreendedores. Ela argumenta que as despesas adicionais seriam repassadas aos consumidores por meio do aumento dos preços de produtos e serviços.
A suplente também afirmou que a discussão deveria incluir outros modelos de contratação e organização da jornada. Entre as alternativas citadas, ela defendeu formatos mais flexíveis de trabalho, com remuneração baseada nas horas efetivamente trabalhadas, modelo utilizado em outros países e que já possui previsão na legislação trabalhista brasileira.
Durante a entrevista, Buzetti destacou ainda que setores como comércio, padarias e restaurantes poderiam enfrentar dificuldades para se adaptar às mudanças. Para ela, a proposta precisa ser amplamente debatida para evitar impactos econômicos e jurídicos relacionados a contratos e acordos coletivos já existentes.



































