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Lula busca diálogo com Trump e defende multilateralismo em meio a crises internacionais

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O governo brasileiro tem intensificado a defesa do multilateralismo e do respeito ao direito internacional enquanto busca ampliar o protagonismo do país em debates globais sobre paz, segurança e comércio. Nesse contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar das divergências provocadas por ameaças tarifárias e disputas de caráter territorial envolvendo a Europa e outras regiões.

Desde o anúncio do chamado “tarifaço”, os dois presidentes mantêm conversas diretas e, em ligação recente, acertaram um encontro em Washington, previsto para março. A expectativa é que Lula reforce a relação bilateral e o comércio entre os dois países, além de defender a soberania dos Estados e a prevalência do direito internacional, sem adotar um tom de confronto direto com o governo norte-americano.

A relação foi tensionada após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA, em 3 de janeiro, operação condenada publicamente por Lula. O presidente brasileiro afirmou que a ação militar ultrapassa os limites aceitáveis entre países. A destituição de Maduro e a posse de Delcy Rodríguez provocaram forte repercussão internacional e reacenderam debates sobre intervenções unilaterais.

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Outro ponto sensível é o Conselho da Paz lançado por Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, visto por críticos como uma possível “ONU paralela”. Lula discutiu o convite para integrar o órgão, defendendo que a iniciativa seja limitada a ações humanitárias na Faixa de Gaza e que inclua um assento para a Palestina, em meio a preocupações globais com a concentração de poder e o enfraquecimento do sistema multilateral.

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