Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Justiça mantém presa missionária investigada por ligação com o Comando Vermelho

publicidade

A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão da missionária evangélica Rhavenna Barcelos, de 24 anos, investigada por supostamente integrar um grupo que utilizava um projeto religioso para beneficiar integrantes do Comando Vermelho (CV) presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (16), durante audiência de custódia.

Conforme as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a jovem faria parte de um núcleo familiar que utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, da região do bairro Pedregal, ligado à igreja onde seus pais atuam como pastores, para intermediar recados, movimentar recursos financeiros e prestar apoio logístico a membros da facção.

Ao manter a prisão, o juiz Cássio Leite de Barros Netto entendeu que a liberdade da investigada poderia prejudicar o andamento das investigações e favorecer a continuidade das atividades criminosas atribuídas ao grupo.

A Polícia Civil aponta ainda que Rhavenna mantém relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso e foragido da Justiça desde 2024. Segundo a investigação, foram reunidos vídeos, fotografias e conversas que mostram a investigada ao lado do criminoso e de outros integrantes da facção em comunidades dominadas pelo CV no Rio de Janeiro.

Leia Também:  Susane Tamanho é anunciada como primeira mulher a chefiar a Segurança Pública de MT

Além da prisão da missionária, a Justiça determinou medidas cautelares contra outros investigados, incluindo a proibição, pelo prazo de seis meses, de ingresso em unidades prisionais do estado por meio de projetos religiosos. A Polícia Civil segue apurando a participação individual dos suspeitos em crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, tortura e corrupção de menor.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade