O deputado estadual Júlio Campos (União) atribuiu a derrota do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso à estratégia adotada durante a campanha. Para ele, enquanto Otaviano Pivetta (Republicanos) ganhou força na reta final, Wellington demorou a colocar a candidatura nas ruas.
Júlio afirmou, em entrevista à imprensa que o resultado surpreendeu, já que as pesquisas eleitorais indicavam uma disputa consolidada em favor de Wellington até cerca de 15 dias antes da votação. Na avaliação do deputado, a falta de mobilização comprometeu o desempenho do senador.
“Surpreendeu, até porque, no início, estava uma disputa bastante consolidada com o Wellington. Até 15 dias antes, as pesquisas indicavam ele em primeiro lugar. Mas o Wellington não colocou a campanha na rua. Vamos ser justos, né?”, declarou.
O parlamentar avaliou que Pivetta demorou a engrenar, mas conseguiu acelerar o ritmo quando entrou efetivamente na disputa. Já Wellington, segundo ele, teria apostado no peso do apoio da família Bolsonaro para impulsionar sua candidatura.
“Enquanto o Pivetta atrasou a sua campanha, demorou um pouco, mas, quando entrou, entrou para valer. O Wellington ficou parado, aguardando o 22 do Bolsonaro, que funcionou para o Medeiros, mas não funcionou para ele”, afirmou Júlio.
O deputado também criticou a forma como parte da família Bolsonaro se posicionou durante a campanha em Mato Grosso. Para ele, os gestos públicos de apoio a Pivetta, em vez de Wellington, acabaram evidenciando dificuldades na articulação política do senador.
Júlio citou como exemplo a participação de Michelle Bolsonaro em um evento no qual, segundo sua avaliação, houve apoio ao vice-governador sem uma manifestação clara em favor de Wellington. Ele também mencionou um vídeo gravado por Eduardo Bolsonaro pedindo votos para Pivetta.
“Foi muito vergonhosa aquela cena da família Bolsonaro apoiando o vice-governador e não falando o nome dele, a Michelle. O Eduardo Bolsonaro gravou pedindo voto com o Pivetta. Então, quer dizer, não foi uma campanha constrangedora, cá entre nós”, concluiu o deputado.



































