Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

jogo pelo Senado reorganiza partidos, expõe fissuras e coloca 2026 sob alto risco estratégico em Santa Catarina.

publicidade

O Senado não é mais disputa. É sobrevivência política.
A política catarinense vive um momento raro: a eleição ainda está distante no calendário, mas já está moldando decisões estratégicas imediatas.
A eventual candidatura de Carlos Bolsonaro deixou de ser apenas especulação. Ela virou fator de reorganização partidária. O debate agora é matemático, não ideológico.
Santa Catarina tem histórico de conservadorismo pragmático. Vota à direita, mas rejeita imposições externas quando percebe falta de identidade regional. Esse é o ponto central da análise atual.
Se Carlos vier com construção orgânica, pode consolidar base.
Se vier como decisão verticalizada, pode gerar fragmentação silenciosa.
E fragmentação, em eleição majoritária, não perdoa.
Amin na encruzilhada mais delicada da carreira
Esperidião Amin enfrenta talvez o cenário mais complexo desde sua volta ao Senado. Não por fraqueza individual, mas por excesso de concorrência no mesmo campo.
Hoje o risco não é perder para a esquerda.
É dividir o eleitor conservador.
A hipótese de disputar a Câmara Federal voltou ao radar. Não como recuo, mas como reposicionamento estratégico.
Políticos experientes não disputam eleição para marcar posição. Disputam para vencer.
João Rodrigues constrói fora do barulho
João Rodrigues está fazendo o que poucos fazem com disciplina: consolidando base territorial enquanto os demais disputam narrativa.
No Oeste, Norte e Serra, a articulação é direta com prefeitos e lideranças locais. Ele trabalha com estrutura, não com manchete.
Se houver pulverização no campo governista, Rodrigues emerge como alternativa competitiva.
Se houver unidade, ele negocia posição estratégica.
É jogo de longo prazo.
Jorginho e o dilema clássico do incumbente
O governador Jorginho Mello vive o dilema tradicional de quem governa em ciclo pré-eleitoral: precisa manter estabilidade enquanto aliados antecipam sucessão.
Ao defender protagonismo do próprio campo, fortalece o partido. Mas corre o risco de estreitar pontes com aliados estratégicos.
Governador não pode parecer inseguro.
Mas também não pode parecer isolado.
Hoje, o esforço do Palácio é mostrar controle. A pergunta é se o controle será mantido quando as decisões partidárias forem oficializadas.
MDB: o partido que decide em silêncio
O MDB é a variável mais subestimada do tabuleiro. Não protagoniza manchetes, mas concentra poder decisório.
O partido avalia três caminhos:
1.Alinhamento pragmático ao governo.
2.Candidatura própria ao governo.
3.Composição estratégica em eventual bloco alternativo.
A escolha não será ideológica. Será aritmética.
Quem subestimar o MDB em 2026 pode cometer erro estratégico grave.
O erro que ronda o campo conservador
O maior risco atual não é a oposição organizada.
É a multiplicação de candidaturas no mesmo espectro.
Em Santa Catarina, três candidaturas fortes no mesmo campo podem transformar eleição confortável em disputa imprevisível.
A matemática é simples:
– Eleitor conservador dividido.
– Centro reorganizado.
– Interior determinante.
A eleição não será decidida apenas por identidade ideológica. Será decidida por engenharia política.
O momento exige frieza
Santa Catarina não vive crise política. Vive tensão antecipada.
Os próximos meses não serão sobre discursos.
Serão sobre decisões:
– Quem sai.
– Quem fica.
– Quem cede.
– Quem insiste.
E em política, insistir no erro costuma custar mandato.
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  'Uma tramitação que já durava 17 anos', lembra Jayme sobre aprovação do Marco Temporal no Senado

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade