Ex-presidente da Petrobras, Prates vê “oportunismo” em alta de combustíveis e defende transição energética sem ruptura
Ex-presidente da Petrobras e pré-candidato ao Senado analisa o impacto da crise do petróleo causado pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã e detalha planos para o setor energético brasileiro.
Por Humberto Azevedo
Em entrevista exclusiva à reportagem do grupo RDM, o ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, agora filiado ao PDT, afirmou que o conflito no Oriente Médio já provocou uma “ruptura estrutural” no mercado global de energia, mas defendeu que o Brasil tem condições de atravessar a crise sem sobressaltos, desde que adote medidas anticíclicas e atue contra o que chamou de “oportunismo” na formação dos preços dos combustíveis.
Prates, que já foi também secretário de Energia do Rio Grande do Norte e hoje é pré-candidato ao Senado, cargo que ocupou entre 2019 e 2023, apontou um erro de cálculo dos Estados Unidos ao provocar o confronto com o Irã e destacou a resiliência histórica do país persa. Ele alertou para os efeitos sobre o mercado de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), especialmente para nações dependentes de importações, como Japão e Coreia do Sul.
“O que acontece hoje já ultrapassou o limiar de um choque de ofertas simples. Já é uma ruptura estrutural de instalações importantes, pertencentes a vários países produtores de petróleo. (…) O Brasil não tem outra solução, senão adotar medidas anticíclicas, medidas atípicas. O governo acertou em usar a subvenção, redução de impostos federais, e atuar no sentido de intervir realmente no mercado nacional para que os preços sejam estabilizados”, comentou.
OPORTUNISMO

O ex-presidente da Petrobras criticou duramente os recentes aumentos no preço do diesel em algumas regiões do país, classificando o movimento como oportunista. Ele rebateu a justificativa de que a alta estaria relacionada ao conflito internacional, lembrando que o governo reduziu impostos e que não houve reajuste na porta das refinarias da Petrobras.
Prates defendeu a atuação de órgãos reguladores e da Polícia Federal para investigar a cadeia de combustíveis. Em relação às ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, ele foi enfático ao dizer que a paralisação seria “ignorante” ou “politicamente oportunista”, uma vez que não há razão técnica para o movimento diante do esforço do governo para estabilizar os valores.
“Houve redução de impostos, há uma subvenção no diesel de R$ 0,32, totalizando R$ 0,64 para baixo, enquanto a Petrobras subiu apenas R$ 0,38 para cima. Em tese deveria até cair. A greve também é oportunista, porque é ou é ignorante, ou é política. (…) Se o diesel subiu a ponto de afetar o frete, há que entrar em campo a atividade dos órgãos reguladores e até da própria Polícia Federal para investigar quem está aumentando e por quê. Se não houver explicação, tem que ser punido”, acrescentou.
TRANSIÇÃO SOBERANA
Apesar da crise internacional, Prates destacou que o Brasil vive um momento de soberania energética inédito. Ele lembrou que o país, com o pré-sal, tornou-se um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo, superando nações como o Kuwait, membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Para Prates, que é economista e especialista em energia, o caminho para o futuro não é a ruptura imediata com os hidrocarbonetos, mas uma transição inteligente que aproveite a abundância de fontes renováveis como as matrizes solar, eólica e biomassa, sem descartar a infraestrutura de petróleo e gás já existente. Ele citou a evolução recente da matriz brasileira como exemplo de sucesso.
“Nós caminhamos muito bem até agora. Energia eólica e solar já atingiram mais de 25% da matriz onde elas eram zero há 15 anos atrás. Mas não podíamos deixar de utilizar ainda o petróleo. A transição energética, infelizmente, não é uma ruptura. (…) O Brasil hoje exporta mais do que o Kuwait. Nós temos essa felicidade de ter alcançado finalmente a soberania energética com o petróleo produzido aqui mesmo e um grande parque de refino”, avaliou.
POLÍTICA POTIGUAR

Em um movimento que marca sua volta à política nacional, Jean Paul Prates anunciou sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de outubro pelo Rio Grande do Norte, agora filiado ao PDT. Ele explicou que a saída do Partido dos Trabalhadores (PT) foi uma questão local, sem rompimento com a governadora Fátima Bezerra.
Prates, que foi presidente da Petrobras no primeiro ano do governo Lula, afirmou que retornou “para uma casa” que já conhecia, referindo-se à legenda fundada por Leonel de Moura Brizola, na qual seu pai já foi filiado. Ele ressaltou que o eleitor será o responsável por decidir o futuro da sua candidatura, que foi oficializada em dezembro.
“Eu fui lançado a sair do Partido dos Trabalhadores por uma questão local, não por uma questão nacional, mas sem absolutamente romper com a governadora. Vim para o PDT, que é um partido da minha origem, um partido que meu pai foi filiado. (…) “Está posta a pré-candidatura. O eleitor é quem vai decidir”, disse.
DÉCADAS DE EXPERIÊNCIA
A trajetória de Jean Paul Prates no setor energético começou muito antes da política partidária. Com formação em Direito e Economia, e mestrados em gestão ambiental pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e em economia da energia pelo Instituto Francês do Petróleo, ele foi um dos artífices da regulação do setor no Brasil. Na década de 1990, participou da elaboração da Lei do Petróleo, do Contrato de Concessão e do decreto dos royalties.
Sua experiência abrange desde a assessoria à Petrobras Internacional (Braspetro) até a criação da primeira consultoria brasileira especializada em petróleo, consolidando sua reputação como um dos principais especialistas do país no assunto.
“Na área de petróleo, participei da assessoria jurídica da Braspetro, fundei a primeira consultoria brasileira especializada em petróleo, atuei como consultor do Ministério das Minas e Energia e da ANP na elaboração de diversos instrumentos regulatórios. (…) Fui o redator do Contrato de Concessão oficial brasileiro e do Decreto dos Royalties”, lembrou.
GESTÃO NA PETROBRAS

À frente da Petrobras entre 2023 e 2024, Prates protagonizou uma das mudanças mais significativas na política de preços da estatal. Sob sua gestão, foi decretado o fim da Política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que atrelava os valores no mercado interno às cotações internacionais e à variação cambial.
O ex-presidente da empresa defendeu a nova estratégia como um caminho para tornar a Petrobras mais competitiva, utilizando suas vantagens logísticas e de produção para disputar mercado. Apesar de ter sido demitido após desgaste político, ele mantém a avaliação de que a medida foi acertada para a soberania energética do país.
“Com essa estratégia comercial, a Petrobras vai ser mais eficiente e competitiva, atuando com mais flexibilidade para disputar mercados com seus concorrentes. Vamos continuar seguindo as referências de mercado, sem abdicar das vantagens competitivas. (…) A Petrobras passou a estabelecer uma nova estratégia de comercialização, baseada no custo alternativa do cliente e no valor marginal para a Petrobras”, analisa.
FUTURO ENERGÉTICO
O futuro energético do Brasil, segundo Jean Paul Prates, depende da capacidade de integrar a abundância de recursos naturais sem sucumbir a pressões de setores específicos. Ele defendeu que o país tem uma “virtude” que precisa ser preservada: ser rico tanto em fontes fósseis quanto renováveis.
Prates ressaltou o protagonismo brasileiro na produção de biocombustíveis, com etanol e biodiesel, e a rápida expansão das fontes eólica e solar. Para ele, o desafio é utilizar essa posição privilegiada para garantir um modelo de transição energética que seja racional, isento e que sirva como exemplo para o mundo.
“A grande virtude que nós temos que ter é como integrar isso direito, sem sucumbir a lobbies dos mais fortes, a tentações oportunistas ou a situações casuísticas para agradar um ou outro. (…) Nós temos que ser racionais, ser equânimes, ser isentos tecnologicamente inclusive e desfrutar dessa condição natural que o Brasil tem”, apontou.
BLINDAGEM CONTRA VOLATILIDADES EXTERNAS

Com um olhar pragmático sobre as crises globais e as oportunidades internas, Jean Paul Prates conclui que o Brasil está mais preparado do que em décadas passadas para enfrentar turbulências no mercado de energia. Seja no Senado, na iniciativa privada ou à frente de uma estatal, sua mensagem é de que o país deve usar sua soberania energética para se proteger das volatilidades externas, sem abrir mão do avanço rumo a uma matriz mais limpa e sustentável.
Para o ex-presidente da Petrobras, a combinação de regulação ativa contra abusos econômicos, investimento em renováveis e o aproveitamento inteligente das reservas de petróleo do pré-sal coloca o Brasil em uma posição única no cenário internacional.
“A gente é rico em todas as fontes, nas fósseis e nas renováveis. A grande virtude que nós temos que ter é como integrar isso direito. (…) Nós passamos, com o advento do pré-sal, a ser um dos mais importantes produtores e também exportadores de petróleo do mundo”, finalizou.
Abaixo, segue a íntegra da entrevista exclusiva concedida por Prates à reportagem do Grupo RDM.
RDM: Senador, como o senhor está vendo essa questão da guerra do Irã, que já dura quatro semanas, e as consequências para o Brasil e o mundo?
Jean Paul Prates: Provavelmente um erro de cálculo dos Estados Unidos. É difícil imaginar numa potência como os Estados Unidos, com a inteligência estratégica que tem, com o preparo militar que tem, mas às vezes o voluntarismo político se sobrepõe a isso. O presidente da República manda muito e às vezes uma nação inteira é arrastada para um conflito que, na verdade, era totalmente desnecessário. Não houve nenhuma razão trazida à comunidade internacional para esse conflito ocorrer. E a capacidade de resistência do Irã, como uma nação que existe há quatro mil anos resistindo a invasões, surpreendeu alguns, mas não surpreendeu quem conhece a história e o berço dessas civilizações.

RDM: O que muda no mercado de energia com esse conflito?
Jean Paul Prates: O que acontece hoje já ultrapassou o limiar de um choque de ofertas simples. Já é uma ruptura estrutural de instalações importantes, pertencentes a vários países produtores de petróleo e, principalmente, exportadores não só de petróleo, como também de gás liquefeito, que alimentam economias extremamente importantes no mundo, algumas das quais dependem completamente dessas importações vindas do Catar, dos Emirados Árabes, de Omã, como, por exemplo, o Japão e a Coreia, que produzem muito pouca energia no seu próprio território e dependem do GNL. Com a interrupção do estreito de Ormuz, você tem, além de tudo, 20% da produção prejudicada para atender o mercado. Então, você realmente tem uma situação onde o preço do barril e o preço do gás também devem se manter altos, pelo menos, enquanto durar o conflito e, eventualmente, a partir do fim do conflito, você ainda vai ter uma demora para que isso se organize, porque muitas instalações foram destruídas.
RDM: Diante disso, o que o Brasil pode fazer?
Jean Paul Prates: O Brasil não tem outra solução, senão adotar medidas anticíclicas, medidas atípicas. Um país normal, mas um país que tem a sua produção de petróleo garantida no seu próprio território e 80% da capacidade de refino, principalmente para produzir diesel – portanto, um déficit bem menor do que há décadas atrás – precisa usar isso a seu favor. Por isso, o governo acertou em usar a subvenção, redução de impostos federais, não obrigar os estados a reduzir os seus impostos estaduais, já que eles dependem muito dessa receita, mas atuar no sentido de intervir realmente no mercado nacional para que os preços sejam estabilizados, pelo menos se mantenham em igual condição, não aumentando.
RDM: O senhor mencionou aumentos eventuais. Como lidar com isso?
Jean Paul Prates: Os aumentos eventuais que estão sendo verificados já devem ser investigados e, eventualmente, punidos, caso não haja explicação cabal, já que não houve aumento na origem, na refinaria e nem na importação, devem ser explicados aos órgãos de defesa da concorrência. E é isso que vai acontecer agora e é necessário que aconteça, porque a estrutura não pode se aproveitar oportunisticamente de um conflito internacional com o qual ela não tem nada a ver.
RDM: O Brasil já passou por momentos de grande dependência do petróleo. Como o senhor vê essa questão hoje? Nos anos 70, lá atrás, Bautista Vidal criou o Proálcool, que depois foi descontinuado pelo governo Figueiredo, Sarney, e foi retomado só no início do ano de 2003. Tinha toda uma série de biomassa para fazer uma dependência não energética do petróleo e sim de energias renováveis, que era a longo prazo. A China, por exemplo, em 2024, só naquele ano, instalou uma quantidade de energia solar equivalente a toda a capacidade dos Estados Unidos. O Brasil caminhou bem até agora nessa transição energética? Como o senhor avalia o processo de transição energética no Brasil?

Jean Paul Prates: É preciso separar o que são fontes renováveis de energia, biocombustíveis, biomassa e outros combustíveis não fósseis. Porque eles têm usos diferentes e, a meu ver, durações diferentes dentro do processo de transição energética. Transição energética, infelizmente, não é uma ruptura, não permite que o país simplesmente pare de consumir hidrocarbonetos. Nós, nesse mesmo tempo em que evoluímos no uso dos biocombustíveis, e aí teve o etanol primeiro, que já não é nem combustível do futuro, já é um combustível do presente, extremamente presente, mas também com o advento em 2003 do governo Lula do incentivo ao início do biodiesel também, e depois os combustíveis que ainda advirão disso, que são os combustíveis de aviação, os combustíveis de navegação pesado, também de origem biológica. Todo esse conjunto de medidas evoluiu bastante no Brasil. O Brasil hoje é líder disso no mundo. Nas energias renováveis, nós também evoluímos bastante. Basta dizer que energia eólica e solar já atingiram mais de 25% da matriz onde elas eram zero há 15 anos atrás. Então em pouquíssimo tempo, principalmente em regiões como o Nordeste, que tem muito sol, muito vento, nós estamos sabendo aproveitar isso. Tem problemas circunstanciais agora, por exemplo, com sobra de energia, alguns descontentamentos aí nesse processo, mas nada que não se possa corrigir. Caminhamos bem. Em termos de décadas, caminhamos bem.
RDM: Mas ainda há espaço para o petróleo nesse cenário?
Jean Paul Prates: Não podíamos deixar de utilizar ainda o petróleo. Primeiro porque isso é impossível. A petroquímica, os próprios veículos, a própria estrutura logística e os próprios motores também ainda admitem mistura, mas não admitem o uso completo, por exemplo, do biodiesel, por exemplo, é impossível. Então tem várias razões, mas principalmente também porque nós passamos a ser exportadores de petróleo. Nós passamos, com o advento do pré-sal, a ser um dos mais importantes produtores e também exportadores de petróleo do mundo. O Brasil hoje exporta mais do que o Kuwait. O Kuwait é um membro fundador da Opep.
RDM: Então o Brasil tem soberania energética?
Jean Paul Prates: Nós temos essa felicidade, se é que se pode dizer assim, de ter alcançado finalmente a soberania energética com o petróleo produzido aqui mesmo e um grande parque de refino, que embora tenha um déficit de refino de diesel, isso vai ser suprido cada vez mais pelo biodiesel e pela redução das frotas a diesel e gasolina, substituindo pela eletromobilidade. Então, naturalmente, você não vai precisar construir novas refinarias, apenas atualizar as que já temos, mas também com a evolução da energia renovável e das fontes, como a gente mencionou, dos biocombustíveis fazendo esse papel de transição, até que também temos o gás natural que consegue entrar também em alguns nichos específicos.
RDM: Como integrar tantas fontes de forma racional?
Jean Paul Prates: A gente é rico em todas as fontes, nas fósseis e nas renováveis. E a grande virtude que nós temos que ter é como integrar isso direito, sem sucumbir a lobbies dos mais fortes, a tentações oportunistas ou a situações casuísticas para agradar um ou outro. Nós temos que ser racionais, ser equânimes, ser isentos tecnologicamente inclusive e desfrutar dessa condição natural que o Brasil tem.
RDM: E como o senhor vê a questão do aumento do diesel em algumas regiões, a disparada, e as ameaças de greve dos caminhoneiros? Isso pode ser um problema, não é?
Jean Paul Prates: Sempre que existem situações de crise como essa, existem os oportunistas, aqueles que tomam oportunidade de ganhar alguma coisa em cima de um pretexto suposto, como se as pessoas não estivessem enxergando que existe um conflito, porém que na base, ou seja, na saída da refinaria não está havendo aumento. Isso está comprovado, é fácil de comprovar, porque as notas fiscais você basta tirar aí de 10, 15 refinarias e acabou. Não é tão difícil assim. Houve redução de impostos, há uma subvenção no diesel de R$ 0,32, totalizando R$ 0,64 para baixo, enquanto a Petrobras subiu apenas R$ 0,38 para cima. Então R$ 0,38 para cima, R$ 0,64 para baixo. Em tese deveria até cair. Como a gente imagina que dentro do conflito e tudo sempre existem essas especulações, rearranjos logísticos, eventual importação um pouco mais cara, uma dificuldade aqui é pular, você pode imaginar que ficasse pelo menos igual, mas aumentar é oportunismo.
RDM: E a greve dos caminhoneiros?
Jean Paul Prates: A greve também é oportunista, porque ela é ou é ignorante – porque não está sabendo lidar com o processo e acusando eventualmente o governo ou a Petrobras de coisas que não praticou, uma questão da cadeia produtiva – ou é oportunista mesmo, é política. Vamos ver o que isso dá, vamos detectar melhor, sem acusar ninguém, mas detectar melhor a origem desses movimentos. O fato é que se o diesel subiu a ponto de afetar o frete ou o caminhoneiro, há que entrar em campo a atividade dos órgãos reguladores e até da própria Polícia Federal para investigar quem está aumentando e por quê. E se não houver explicação, meu amigo, é punição, porque não há razão para subir diante do esforço que o governo está fazendo e diante do efeito que não está havendo na porta da refinaria.
RDM: O senhor deixou a política, o Partido dos Trabalhadores e agora é pré-candidato ao Senado pelo PDT. O que motivou essa mudança?
Jean Paul Prates: Na verdade, eu nunca saí da política, porque a gente não faz política só em mandato. Então eu fui lançado a sair do Partido dos Trabalhadores por uma questão local, não por uma questão nacional, mas sem absolutamente romper com a governadora, que é minha parceira, minha amiga, e que vai concorrer conosco, ou seja, vai estar ao nosso lado, dependendo de concorrer ou não, na eleição agora do 2026, vamos estar juntos, do mesmo lado, não mudei de lado, mas mudei de partido. Vim para o PDT, que é um partido da minha origem, inclusive, um partido que meu pai foi filiado, amigo do Brizola, enfim, voltei para uma casa que eu já conhecia.
RDM: E como está a sua pré-candidatura ao Senado?
Jean Paul Prates: Dentro desse processo, o partido definiu por lançar minha pré-candidatura ao Senado Federal, foi lançado no dia 12 do 12 do ano passado, circunstancialmente o número do partido, no dia 12 do mês de dezembro do ano passado, nós lançamos isso oficialmente lá em Natal. Então está posta a pré-candidatura, evidentemente que isso também agora depende das circunstâncias de toda uma aliança de partidos, e nós vamos ver como é que vai ser agora, daqui até maio, como é que ficam as configurações de nominatas federais, estaduais lá no estado. Mas, em princípio, está posto isso.
RDM: Qual a sensação de voltar a esta Casa?
Jean Paul Prates: Enfim, é sempre muito bom voltar aqui à Casa do Senado, que é uma Casa que eu nunca deixei, eu sempre tenho muito orgulho de envergar aqui o nosso broche eterno de senador da República e de representar o estado que me adotou, que é o Rio Grande do Norte. Então, vamos tentar, o eleitor é quem vai decidir.


























