O governo federal assinou, nesta terça-feira (18), um Projeto de Lei que amplia a isenção do Imposto de Renda e prevê maior taxação sobre os mais ricos. A proposta, apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pretende corrigir distorções no sistema tributário e beneficiar trabalhadores de baixa e média renda.
A medida prevê que os 0,2% mais ricos da população — cerca de 141 mil pessoas com renda superior a R$ 1 milhão por ano — paguem uma alíquota progressiva, que pode chegar a 10%. O governo estima que essa mudança beneficiará até 20 milhões de brasileiros com renda de até R$ 5 mil mensais.
Outro ponto da reforma é a tributação de lucros e dividendos, hoje isentos no Brasil. Grandes empresários e investidores que ultrapassarem um determinado patamar de rendimento passarão a pagar imposto, enquanto aposentadorias e pequenos ganhos continuarão isentos.
O presidente Lula afirmou que a reforma é essencial para reduzir desigualdades e fortalecer a classe média, que, segundo ele, está “sufocada” com impostos. O projeto será analisado pelo Congresso nos próximos meses, e o governo aposta no apoio da base governista para sua aprovação.

































