O deputado estadual Antônio Galvan (Avante) fez críticas ao modelo das emendas parlamentares e defendeu mudanças na forma de repasse de recursos aos municípios. Para ele, o dinheiro deveria chegar diretamente às prefeituras, sem depender da indicação individual de deputados e senadores.
“O Legislativo não foi criado para carregar dinheiro. Foi criado para fiscalizar o Executivo e criar as leis necessárias. Se querem resolver o problema dos municípios, têm que mudar a legislação e aumentar os repasses diretos”, afirmou em entrevista à imprensa.
Galvan também comentou a violência contra as mulheres e disse ser contra a criação de penas diferentes para homens e mulheres em crimes semelhantes. “Eu não concordo com a morte de ninguém, seja mulher, homem ou quem for. Nós somos seres humanos e a lei não pode se prevalecer para um lado só”, declarou.
O parlamentar afirmou que o endurecimento das penas, por si só, não impede novos crimes. “Não adianta colocar no papel e achar que vai resolver. Você pode aumentar a pena, mas, se não atacar a causa do problema, ele vai continuar acontecendo”, disse.
Na avaliação de Galvan, é preciso investigar o que ocorre dentro das famílias antes que conflitos terminem em violência. Ele apontou a desestruturação familiar e as dificuldades econômicas como fatores que podem contribuir para o agravamento de conflitos domésticos.
“O que está acontecendo é que estão atacando o problema, mas não a causa. Alguém foi dentro daquela casa antes para saber como aquela família estava vivendo? Tem que buscar entender o que está acontecendo e agir antes que uma discussão termine em tragédia”, afirmou.
Galvan reforçou que não concorda com diferenciação de penas em casos de homicídio praticados em circunstâncias semelhantes. “Se a pena for de 40 anos para um, na mesma situação tem que valer para os dois lados. Não vejo por que distinguir alguém. O que precisamos fazer é atacar a causa e evitar que o crime aconteça.”































