A companhia aérea argentina Flybondi, referência do modelo de baixo custo no país, enfrenta sua pior crise desde a fundação, em 2018. Atualmente, apenas dois dos 13 aviões da frota estão em operação, enquanto a empresa acumula cancelamentos, perda de passageiros, dificuldades financeiras e mudanças na direção.
Dados da Administração Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que a participação da empresa no mercado doméstico caiu de 25% em fevereiro para apenas 6% em maio deste ano. No mesmo período, a Flybondi reduziu em 64% o número de voos realizados e transportou 66% menos passageiros.
Especialistas do setor atribuem a crise ao acúmulo de manutenções, atrasos no pagamento de reparos e arrendamentos de aeronaves, além de problemas operacionais que provocaram uma sequência crescente de atrasos e cancelamentos. Entre junho de 2025 e maio de 2026, mais de 2.500 voos foram cancelados, afetando cerca de 350 mil passageiros.
Segundo o jornalista aeronáutico Pablo Díaz, “A Flybondi perdeu uma oportunidade histórica de se tornar uma referência de baixo custo”. Ele afirma que a sobrevivência da empresa depende de uma injeção significativa de capital. Apesar da entrada de um novo controlador em 2025, os planos anunciados de expansão da frota para 35 aeronaves parecem distantes da realidade atual.
Além das dificuldades operacionais, a empresa enfrenta ações judiciais, dívidas com fornecedores e acordos para suspensões rotativas de funcionários. Especialistas avaliam que a situação é crítica e que a companhia pode não conseguir evitar um processo de falência ou encerramento das atividades.












