A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), negou na quarta-feira (22) estar enfrentando um quadro de depressão e afirmou que sua ausência nas convenções do Partido Liberal (PL) e de siglas aliadas se deve à dedicação exclusiva para enfrentar a crise financeira do município e resolver os problemas do Departamento de Água e Esgoto (DAE). A declaração foi dada após o senador Wellington Fagundes (PL) sugerir que a gestora estaria abalada pelas dificuldades da administração.
“Desafios eu tenho em Várzea Grande, depressão não. Exigente eu sou e eu só não tenho cabeça para ir a uma convenção enquanto eu estou vendo números e planilhas e cuidando do destino de Várzea Grande”, afirmou a prefeita, após reunião com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para tratar do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) destinado ao DAE.
Moretti explicou que a principal preocupação da gestão é o bloqueio das contas do município para o pagamento de dívidas judiciais, que somam R$ 19 milhões. Segundo ela, a Procuradoria-Geral ingressou com recurso para tentar reverter a decisão, enquanto uma mesa técnica com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi marcada para a próxima terça-feira para discutir a situação.
A prefeita também informou que a administração busca aprovar, em sessão extraordinária da Câmara Municipal, o remanejamento de recursos para aliviar o caixa da prefeitura. Apesar da resistência do presidente da Casa, vereador Wanderlei Cerqueira (MDB), ela afirmou estar confiante na aprovação da proposta. “Melhora porque eu consigo usar parte dos recursos que estão parados. Melhora, mas não suaviza”, disse. Ao ser questionada sobre a votação, concluiu: “Tenho voto”.




















