Para a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), o encerramento das negociações para a repactuação do contrato com a Autopista Litoral Sul (Arteris), responsável pela concessão do trecho Norte da BR-101, prolonga um cenário que já é crítico e impacta diretamente o setor de transporte rodoviário de cargas e toda a sociedade catarinense.
Para a entidade, a situação evidencia o tempo perdido em um longo processo de negociações, estudos e tratativas que, na prática, não resultaram em uma solução concreta para um dos trechos rodoviários mais críticos do Brasil.
“Enquanto se discutem alternativas e renegociações que acabam não avançando, a BR-101 Norte segue colapsada, com índices de acidentes e mortes muito acima da média nacional. São vidas perdidas, congestionamentos frequentes, aumento do tempo de viagem e impacto direto na logística e na economia catarinense. O setor produtivo precisa de soluções concretas”, afirma o presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider.
A Federação relembra que a concessionária responsável pela rodovia acumula mais de 900 notificações por descumprimento contratual e já foi avaliada pela própria ANTT como uma concessionária que performava de forma insatisfatória em relação ao seu contrato.
“Desde 2015, mais de 90 obras foram apontadas como necessárias para garantir segurança e fluidez na BR-101 Norte, mas nenhuma foi entregue à sociedade catarinense. Agora é fundamental que Governo Estadual, parlamento e sociedade se mobilizem junto ao Ministério dos Transportes, junto a ANTT, para que tenhamos o direcionamento adequado e que possamos avançar em soluções alternativas frente ao insucesso nas negociações”, pontua Schneider.
Diante desse cenário, a Fetrancesc reforça que a construção da Via Mar é a solução estrutural mais adequada para ajudar a redistribuir o fluxo de veículos e minimizar o colapso da BR-101 Norte em Santa Catarina.



























