A semana do réveillon foi marcada por sol e praias cheias em boa parte do país, mas o acesso à areia, que é pública, virou motivo de abuso em diversos pontos do litoral. Reportagem exibida pelo Fantástico, neste domingo (4), flagrou cobranças ilegais de consumação mínima em quiosques e barracas, prática considerada irregular pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Em Praia Grande, no litoral de São Paulo, um atendente informou que o uso de mesas e cadeiras custaria R$ 250 em consumação mínima. Em Itajaí (SC), a exigência foi de R$ 100. Segundo o secretário da Senacon, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, a cobrança para ocupar espaço na areia ou usar mesas e cadeiras é ilegal, independentemente do valor.
Em Porto de Galinhas (PE), a situação terminou em violência. O personal trainer Johnny Andrade e o empresário Cleiton Zanatta, que viajaram de Mato Grosso para passar o réveillon, afirmam que foram agredidos após questionarem uma cobrança. Johnny relata ter ouvido do atendente: “Vou cobrar de vocês R$ 50. Duas cadeiras e um guarda-sol”, com a condição de que, se consumissem algo, não pagariam pelas cadeiras.
Horas depois, segundo Johnny, o funcionário mudou o acordo e afirmou: “Já são quatro horas da tarde, vocês não consumiram nada. Não vai ser mais R$ 50, vai ser R$ 80.” Após a recusa, o atendente teria partido para a agressão. “Ele arremessou a cadeira em mim”, disse Johnny, que relata ter sido cercado e espancado. Mesmo feridos, o casal conseguiu fugir e pedir ajuda, enquanto o caso reacende o debate sobre abusos e falta de fiscalização nas praias brasileiras.

















