A morte do soldado Jackson Aurélio Lourenço do Rosário, natural de Cáceres (225 km de Cuiabá), ainda não foi confirmada oficialmente. Uma nota de pesar divulgada pela Prefeitura de Cáceres no último domingo (14) foi baseada em uma matéria jornalística, sem confirmação de fontes oficiais. A família, que não recebe notícias há 46 dias, trata o jovem como desaparecido.
A prefeitura local publicou um comunicado informando que Jackson teria falecido durante um bombardeio na Ucrânia, onde estava em combate. A informação foi fornecida por um soldado mato-grossense que estava no local e tinha contato com o soldado. No entanto, a família do combatente, que possui os dados de emergência do contrato, afirma que não recebeu nenhuma confirmação do Exército Ucraniano ou da Embaixada Brasileira sobre o paradeiro de Jackson.
Em entrevista ao Gazeta Digital, Marco Aurélio Lourenço do Rosário, irmão do soldado, afirmou que o Exército Ucraniano e as autoridades brasileiras não fornecem informações concretas. “Eles não respondem ou dizem que não têm informações. Queremos apenas saber onde ele está”, desabafou o irmão, destacando a dificuldade em obter respostas claras.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), por sua vez, informou que está em contato com a família e com a Embaixada Brasileira em Kiev para apurar o caso. A pasta, entretanto, alertou que a assistência consular pode ser limitada, já que Jackson se alistou como voluntário em um conflito armado, o que reduz a proteção oferecida pelo governo brasileiro. O Itamaraty também reiterou que não é recomendada a participação de brasileiros em conflitos de terceiros países.

















