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LUTO NO MOVIMENTO LGBT+

Ex-presidente da ASTTRAMT, Lilith Prado morre e mobiliza homenagens nas redes

Foto: Reprodução

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Lilith Prado, de 48 anos, ex-presidente da Associação de Travestis de Mato Grosso (ASTTRAMT) e uma das principais ativistas da causa LGBT+ no estado, morreu nesta quarta-feira (13), em Cuiabá. A notícia da morte provocou forte repercussão entre movimentos sociais e entidades ligadas aos direitos humanos. A causa do óbito não foi divulgada.

Conhecida pela personalidade forte, pela defesa firme das pautas LGBT+ e pela atuação em movimentos sociais, Lilith construiu uma trajetória marcada por enfrentamentos, resistência e militância. Ao longo dos anos, ela ganhou espaço em debates públicos e se tornou referência para travestis e mulheres trans em Mato Grosso.

A notícia da morte rapidamente repercutiu entre ativistas, amigos e entidades ligadas aos direitos humanos. Em nota, o grupo Livre Mente destacou a importância de Lilith para o movimento trans no estado. “Lilith Prado fez parte da construção da luta e da resistência do movimento trans em Mato Grosso, deixando sua marca através da coragem, da solidariedade e do compromisso com os direitos humanos”, afirmou a entidade.

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Lilith também ganhou projeção nacional em 2021 após protagonizar uma discussão inédita envolvendo direitos trabalhistas e previdenciários. Na época, ela conseguiu que o INSS recolhesse sua contribuição como profissional do sexo, atividade reconhecida oficialmente pelo Ministério do Trabalho.

O caso teve grande repercussão em todo o país e abriu debates sobre reconhecimento profissional, dignidade e direitos previdenciários para trabalhadores que atuam na informalidade e em profissões historicamente marginalizadas.

A morte de Lilith encerra uma trajetória marcada pela militância e pela defesa da população trans em Mato Grosso. Nas redes sociais, mensagens de despedida e homenagens passaram a circular durante todo o dia, destacando o legado deixado pela ativista cuiabana.

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