MATO GROSSO

DATA MARCADA

Ex-marido e cunhado de Raquel Cattani irão a júri por assassinato neste mês

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O Tribunal do Júri de Nova Mutum se prepara para um dos julgamentos mais aguardados e sensíveis do ano. No próximo dia 22, os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde sentarão no banco dos réus, acusados de planejar e executar o assassinato da produtora rural Raquel Cattani, de 26 anos, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). O crime ocorreu em julho de 2024, dentro da própria casa da vítima, e chocou Mato Grosso pela brutalidade do caso.

Diante da repercussão e da comoção provocada pelo homicídio, a 3ª Vara de Nova Mutum definiu regras rígidas para a sessão, que será presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski. O plenário terá capacidade limitada a 60 pessoas, com acesso controlado e exigência de inscrição prévia, além da proibição total de gravações, transmissões ao vivo ou registros audiovisuais por parte do público e da imprensa.

A cobertura jornalística também será fortemente restrita: apenas 10 vagas serão destinadas à imprensa, com um representante por veículo, mediante credenciamento prévio. A produção de áudio e vídeo ficará exclusivamente a cargo da Assessoria do Tribunal de Justiça, e as informações sobre o andamento do julgamento só poderão ser repassadas fora do plenário, o que reforça o clima de tensão e sigilo em torno da sessão.

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O acesso do público será dividido entre familiares das partes e cidadãos previamente inscritos, enquanto o uso de celulares e aparelhos eletrônicos estará totalmente proibido. A segurança será reforçada pela Polícia Militar e pela Coordenadoria Militar do TJMT, e manifestações públicas de autoridades também estão vetadas. As medidas visam garantir a ordem, a imparcialidade dos jurados e a proteção da memória da vítima em um julgamento que promete forte impacto emocional.

 

 

Relembre o crime

Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde foram denunciados pelo Ministério Público como mandante e executor do assassinato de Raquel Cattani, ocorrido em 18 de julho de 2024, na zona rural de Nova Mutum. Segundo a investigação, Romero, ex-marido da vítima, não aceitava o fim do relacionamento e teria oferecido R$ 4 mil ao irmão para cometer o crime. Rodrigo aguardou Raquel em casa e a matou a facadas; o corpo foi encontrado pelo pai na manhã seguinte. A denúncia aponta feminicídio, emboscada, motivo torpe e homicídio mediante recompensa.

Os irmãos foram presos em 25 de julho de 2024, denunciados em agosto e pronunciados em dezembro para julgamento pelo Tribunal do Júri, com a decisão mantida pelo TJMT em outubro de 2025. Raquel era produtora rural, fundadora da Queijaria Cattani, premiada no setor de queijos artesanais, e deixou dois filhos menores, hoje sob guarda dos avós maternos.

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