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Estupro de vulnerável: Sorriso e Tangará da Serra disparam no ranking nacional em 2024; revela Anuário

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Com uma taxa de 131,9 casos de estupro e estupro de vulnerável por 100 mil habitantes em 2024, Sorriso, a 397 km de Cuiabá, ocupa a segunda posição no ranking nacional dos municípios com os maiores índices desses crimes. Os dados são do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que aponta Boa Vista (RR) como a única cidade com taxa superior.

O levantamento revela que, em 2024, o Brasil registrou 87.545 casos de estupro — o maior número já registrado desde o início da série histórica. A taxa nacional atingiu 41,2 ocorrências por 100 mil habitantes, representando um aumento de 0,9% em comparação com o ano anterior.

Em Mato Grosso, além de Sorriso, outro município que apresentou crescimento significativo foi Tangará da Serra, localizada a 251 km de Cuiabá. A cidade deu um salto preocupante no ranking nacional: passou da 45ª posição, em 2023, para a sétima colocação em 2024. A taxa local subiu para 99,5 casos por 100 mil habitantes — um aumento de 67,2% em relação ao ano anterior.

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Outros dois municípios mato-grossenses também figuram entre os piores índices do país: Sinop aparece na 20ª posição e Cuiabá, na 43ª.

O estudo destaca que a maior parte das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes. Do total, 32,9% têm entre 10 e 13 anos, 18,2% estão na faixa de 5 a 9 anos e 16,3% entre 14 e 17 anos. A maioria dos crimes ocorreu dentro da própria casa (65,2%), tendo como agressores, em 45,5% dos casos, familiares diretos. Outros 20,3% foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros íntimos.

“Quando analisamos a relação entre vítima e agressor com recorte de idade, é possível notar que vítimas com menos de 14 anos são violentadas majoritariamente por familiares, que são os agressores em 59,5% dos casos. No restante dos eventos com vítimas de 0 a 13 anos, 24,4% são praticados por outros conhecidos e 16,1% por desconhecidos. Por outro lado, quando falamos dos estupros praticados contra pessoas de 14 anos ou mais, 26,7% dos casos têm como agressor o companheiro e 26,6% um familiar. O ex-companheiro da vítima é o agressor em 10,5% dos casos. Percebe-se a maior prevalência de agressores desconhecidos em estupros contra vítimas de 14 anos ou mais (representam 21,7% dos casos), em comparação ao estupro com vítimas menores de 14 anos (16,1% dos casos)”, revelou o anuário

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Entre as vítimas, 76,8% eram consideradas vulneráveis — por idade ou condição — e 87,7% eram mulheres, sendo que mais da metade (55,6%) era negra.

Os dados revelam um cenário alarmante e reiteram a necessidade de políticas públicas eficazes para prevenção da violência sexual, proteção de crianças e adolescentes e responsabilização dos agressores — especialmente em contextos domésticos, onde as vítimas muitas vezes não conseguem denunciar.

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