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Estresse e saúde mental em eventos disparam na indústria

Estresse e saúde mental em eventos disparam na indústria
Estresse e saúde mental em eventos disparam na indústria

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A saúde mental em eventos é um tema urgente na pesquisa “Saúde mental: Cuidando de quem faz acontecer”. O estudo, apresentado no Fórum Eventos 2025, revela números preocupantes: 80,5% dos profissionais relatam impacto físico negativo e 86,6% sofrem irritabilidade por causa da rotina.

Diagnóstico alarmante e fatores de risco

Os especialistas Wilma Bolsoni e Isabel Ramos ouviram 82 profissionais de gestão e planejamento em abril. Além disso, descobriram que 81,7% sofrem de ansiedade, 58,5% de insônia e 45% já enfrentaram burnout. A sensação de humilhação afetou 43,9%, enquanto 19,5% relataram depressão. Contudo, 82,9% dizem não encontrar suporte suficiente no setor.

Os principais estressores incluem mudanças inesperadas (73,2%), prazos apertados (69,5%) e falhas de comunicação (62,2%). Ainda assim, orçamentos mal dimensionados (51,2%) e excesso de trabalho (53,7%) também pesam. Dessa forma, horários irregulares e instabilidade (42,7% e 24,4%) agravam o quadro. Além disso, 9,8% relataram assédio moral ou sexual.

Impacto desproporcional em mulheres

Outro dado relevante sobre saúde mental em eventos, mostra que 76,8% dos entrevistados são mulheres, o que indica maior exposição delas ao estresse. Por isso, as estratégias pessoais mais adotadas incluem hobbies (69,5%), exercícios físicos (68,3%) e terapia (56,1%). Além de meditação (22%), 28% buscam tratamento médico e 11% recorrem a substâncias.

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Falta de apoio organizacional

Os profissionais criticam a escassez de iniciativas empresariais. Poucas empresas oferecem flexibilidade de horário, apoio psicológico ou treinamentos antistresse. Portanto, a lacuna entre necessidade e oferta reforça a urgência de ações estruturais.

Caminhos para regeneração da saúde mental

Wilma alerta que vivemos hiperconectados, porém isolados. Ela defende mudanças nos modelos de trabalho para reduzir a ansiedade, que já coloca o Brasil no topo mundial em depressão. Isabel reforça que o silêncio alimenta o adoecimento. “Quando não podemos falar, internalizamos. O corpo reage antes da mente”, diz ela.

Como solução, o estudo propõe pausas obrigatórias, autocuidado, apoio psicológico efetivo e lideranças humanizadas. Além disso, recomenda valorizar vínculos reais e conectar propósito ao trabalho, para reduzir o impacto de uma produtividade desenfreada.

O papel do setor de eventos

Segundo Sergio Junqueira Arantes, CEO do Grupo Conecta Eventos, “colocar pessoas no centro” foi o lema do Fórum Eventos 2025. Assim, o painel sobre saúde mental e projetos como “Mulheres no Mercado de Trabalho” e “Negócios com gentileza” reforçam o compromisso de cuidar de quem faz acontecer.

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