Enchentes e deslizamentos na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, deixaram 332 mortos e mais de 1.500 desaparecidos até esta quinta-feira (27), segundo autoridades dos dois países. As equipes de resgate continuam as buscas entre lama e escombros, enquanto o número de vítimas pode aumentar.
A maior parte das mortes foi registrada no Nepal, onde 270 pessoas morreram e 823 continuam desaparecidas. No Tibete, são três mortos e 558 desaparecidos, segundo a imprensa estatal chinesa. Entre os estrangeiros procurados no Nepal estão 178 indianos, 65 americanos, 53 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses.
O desastre ocorreu na quarta-feira (26), depois que o colapso de uma geleira lançou gelo e rochas sobre um rio, provocando uma enxurrada de água, lama e detritos. Vilarejos próximos aos rios Trishuli e Bhote Koshi, no Nepal, e a região de Gyirong, no Tibete, foram atingidos. Casas, estradas, pontes e estruturas de energia ficaram destruídas ou danificadas.
As operações de resgate enfrentam dificuldades por causa dos escombros e do isolamento de comunidades. O Exército nepalês realizou sobrevoos e retirou dezenas de pessoas, enquanto moradores de áreas próximas aos rios foram orientados a deixar suas casas. Especialistas ainda alertam para uma possível nova inundação devido a um bloqueio de detritos no curso superior do rio. Os Estados Unidos anunciaram US$ 500 mil em ajuda às operações de emergência, enquanto autoridades chinesas e nepalesas mantêm as buscas pelos desaparecidos.




















