MATO GROSSO

Empresa ligada ao filme sobre Bolsonaro recebeu R$ 159 milhões de fundos investigados pela PF

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A Entre Investimentos, apontada como intermediadora de repasses para a produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por suposta participação em fraudes ligadas ao Banco Master. Os dados constam em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Segundo a investigação, parte dos pagamentos determinados pelo banqueiro Daniel Vorcaro teria sido feita por meio da empresa. O caso ganhou repercussão após o portal Intercept Brasil divulgar mensagens e um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra repasses relacionados ao financiamento do longa-metragem. O acordo previa investimento total de R$ 124 milhões, dos quais R$ 61 milhões já teriam sido pagos.

De acordo com os relatórios financeiros, a maior parte dos recursos recebidos pela Entre Investimentos, cerca de R$ 139,2 milhões, saiu da Sefer Investimentos, alvo de operação da PF por ligação com Vorcaro. Outros R$ 20 milhões vieram do fundo Gold Style, administrado pela Reag, também relacionada ao banqueiro. A investigação ainda aponta movimentações financeiras com empresas suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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A Entrepay, empresa do mesmo grupo da Entre Investimentos, foi liquidada pelo Banco Central do Brasil em março deste ano por irregularidades financeiras e comprometimento econômico. Em nota, o Grupo Entre afirmou que colabora com as autoridades e acompanha o processo de liquidação para minimizar impactos a clientes e parceiros.

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