No mês passado, 16 clubes e uma liga filiados à Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) elegeram o advogado Diogo Pécora como novo presidente da entidade. Ex-presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), ele chegou ao cargo com apoio de Francisco Mendes, diretor do IDP e filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, além do respaldo de Aron Dresch, impedido de reeleição, e de Luciano Hocsman, interventor indicado pela CBF.
Hocsman, que também preside a Federação Gaúcha, desembarcou em Cuiabá em junho com a missão de “resolver o impasse” gerado por irregularidades atribuídas à gestão de Dresch, que vão de compra de votos a manipulação de resultados. Segundo dirigentes, no entanto, o interventor teria abandonado a neutralidade e se tornado peça-chave da eleição, com o aval de Samir Xaud, presidente da CBF, ao “patrocinar” cursos, viagens e outras benesses a dirigentes ligados à chapa vencedora.
Apesar de prometer uma “gestão revolucionária e superior à de seu antecessor”, Pécora não apareceu desde a eleição, realizada em novembro. Presidentes de clubes afirmam não ter qualquer contato com o dirigente, inclusive para definir a data de início do Campeonato Mato-grossense de 2026, cuja tabela segue com datas em aberto no site da FMF.
Nos últimos dias, a falta de comando começou a gerar impactos práticos. Dirigentes descobriram que o carro japonês anunciado como prêmio ao campeão tem restrição de venda por dois anos, enquanto o atual campeão, Primavera, informou que não poderá realizar o jogo de abertura contra o Chapada devido às obras no Estádio Cerradão. Para agravar o cenário, o site oficial da FMF ainda traz Hocsman como presidente da entidade, a apenas 11 dias do início do Estadual.















