O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) não poupou críticas à proposta de privatização da gestão escolar em Cuiabá, ” Eu sou veementemente contra a privatização na gestão escolar”. Em entrevista à imprensa, nesta terça-feira (10) o parlamentar afirmou ser totalmente contra a medida e defendeu que educação, saúde e segurança devem permanecer sob o controle do poder público, classificando esses serviços como direitos fundamentais que não podem ser entregues à lógica do mercado.
“Espero que não tenha clima de animosidade e espero que esse clima não prevaleça sobre a necessidade de dialogarmos. Não acredito em privatização da gestão escolar, porque, do ponto de vista de privatização e precarização de serviços, existem aqueles que a gente considera essenciais. Saúde, segurança pública e educação são serviços essencialmente públicos, que não podem ser transferidos para entidades estranhas, alienadas ao Estado, porque isso reflete diretamente na qualidade do serviço oferecido”, afirmou.
Monteiro destacou a Secretária de Estado e de Educação (Seduc-MT) como exemplo, lembrando que em três anos o estado subiu do 22º para o 8º lugar no ranking nacional da educação pública.
“É óbvio que a educação sofre uma série de dificuldades, seja em Cuiabá, seja em Mato Grosso, seja no Brasil. Mas hoje a Secretaria de Estado de Educação demonstrou que é possível, no modelo público, melhorar muito a qualidade. Em apenas três anos conseguiu sair do 22º lugar para o 8º. Ao invés de querer reinventar a roda, vamos copiar os precedentes que deram certo para melhorar a educação da cidade”, completou.
Para Monteiro, a gestão escolar não pode abrir mão de funções-chave. “O diretor, o secretário e o coordenador pedagógico têm que ser da rede. É na rede que estão os bons profissionais, capazes de melhorar e manter a qualidade da educação municipal”, frisou.
Ele também comparou iniciativas de outros estados. “No Paraná, o governador Ratinho Júnior de fato fez algumas privatizações na gestão, mas isso não se confunde com o pedagógico, com o currículo escolar. Já em Minas Gerais, o modelo de Charter School, que o governador Romeu Zema tentou implantar, foi compreendido como inconstitucional pelo STF”. revelou.
Monteiro também questionou a falta de clareza da Prefeitura. “Para afirmar se é lícito ou não, é preciso que chegue uma proposta aqui no Parlamento. O prefeito falou em privatizar, mas, mesmo tendo passado alguns meses, nunca chegou uma proposta oficial”, finalizou.




























