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Acordo Mercosul-UE reduz tarifas e amplia pressão por rastreabilidade no agro

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A entrada em vigor provisória do acordo entre o Mercado Comum do Sul e a União Europeia, nesta sexta-feira (1º), abre uma nova fase para as exportações brasileiras com a redução imediata de tarifas para mais de 5 mil produtos. A medida beneficia principalmente a indústria, mas também deve impactar o agronegócio e a agroindústria.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria, mais de 80% dos bens exportados pelo Brasil ao bloco europeu terão tarifa zero já na primeira etapa do acordo. Entre os produtos beneficiados estão máquinas, equipamentos, químicos, materiais elétricos e componentes mecânicos. No agro, carnes, açúcar, etanol e aves terão acesso por meio de cotas e implantação gradual.

A China segue como principal parceiro comercial do Brasil, mas a União Europeia ocupa a segunda posição. Em 2025, a corrente de comércio entre os dois blocos alcançou cerca de US$ 100 bilhões. Apesar disso, o Brasil ainda representa apenas 1,6% das importações totais europeias, segundo a ApexBrasil.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, afirmou que o acordo representa uma oportunidade, mas alertou para os desafios ligados à logística, segurança regulatória e exigências ambientais. Segundo ele, o acesso ao mercado europeu dependerá cada vez mais de rastreabilidade, regularidade sanitária e comprovação de origem dos produtos brasileiros.

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