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Diesel pode cair em MT após medidas de Lula, diz sindicato

Novo decreto do governo zera, ainda, o Cofins sobre o biodiesel, que resultará numa economia de R$ 0,02 por litro, além de postergar tarifas de navegação entre os meses de abril a junho, podendo ser prorrogado para até dezembro. (Foto: Rosa Rovena / Agência Brasil)

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As medidas provisórias editadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem provocar queda no preço do diesel em Mato Grosso, segundo o diretor executivo do Sindipetróleo-MT, Nelson Soares Júnior. A avaliação ocorre mesmo diante dos impactos econômicos prolongados causados por conflitos internacionais.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que o diesel acumulou alta de 27,16% desde o início das tensões no exterior. Em Cuiabá, o combustível saiu de uma faixa entre R$ 5,89 e R$ 6,39 para valores entre R$ 7,09 e R$ 7,49 na semana de 5 a 11 de abril.

Entre as medidas anunciadas pelo governo federal está a subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado e R$ 0,80 para o combustível produzido no país, além da isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel. Segundo Soares, essas ações já começam a refletir no mercado. “As medidas provisórias tentam diminuir o impacto dessa diferença e eu acredito que vai diminuir”, afirmou.

O dirigente explica que o preço final do diesel leva em conta a mistura entre produto nacional e importado, sendo 70% de produção interna. Ele também destacou o papel da Petrobras na formação de preços, já que a estatal pode influenciar a média ao não acompanhar integralmente as altas internacionais.

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A expectativa do setor é de queda gradual nos preços à medida que estoques antigos forem substituídos por combustíveis mais baratos. Ainda assim, Soares alerta que os efeitos dos conflitos devem pressionar a economia por pelo menos seis meses, com reflexos na inflação e dificuldade para redução dos juros.

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