O deputado estadual enviou um requerimento ao Governo do Estado sobre o planejamento das construções
O deputado estadual Diego Guimarães acendeu um alerta contundente durante a sessão parlamentar desta quarta-feira (03). Segundo ele, a tradicional Avenida do CPA — um dos principais corredores comerciais de Cuiabá — corre o risco de sofrer um colapso semelhante ao que devastou a Avenida da FEB durante as obras do antigo VLT. A instalação do sistema BRT, afirma o parlamentar, já provoca transtornos que podem levar à “extinção” de dezenas de empresas locais.
Diego revelou que enviou um requerimento oficial à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) exigindo respostas claras e imediatas sobre o planejamento das obras. O questionamento central é direto sobre os estacionamentos laterais — essenciais para a sobrevivência de restaurantes, lojas e prestadores de serviço — serão mantidos ou sacrificados no novo projeto? Para os comerciantes, esse detalhe pode significar a diferença entre continuar de portas abertas ou fechar definitivamente.
Segundo o deputado, o clima entre os empresários da região é de apreensão. Muitos, diz ele, não têm a menor ideia de como ficará a logística do local após a intervenção do BRT. “O empresariado está completamente perdido. Hoje, ninguém sabe se estará funcionando amanhã. E é justamente essa incerteza que destrói qualquer planejamento”, disparou Diego, ao comparar a situação ao colapso comercial vivido na FEB.
Em tom preocupado, o parlamentar reforçou que o pedido de informações à Sinfra busca mais do que detalhes técnicos — é uma tentativa de evitar uma tragédia econômica anunciada. Diego afirma que a intervenção pode ser ajustada para manter os estacionamentos, preservando o fluxo de clientes e, consequentemente, a saúde financeira dos empreendimentos. “Temos muitos restaurantes, clínicas e empresas que dependem desse acesso. Sem vagas, eles simplesmente não sobreviverão”, alertou.
Ao finalizar, Diego destacou o impacto social da possível desordem econômica na avenida. Para ele, cada empresa que fecha representa não só um CNPJ a menos, mas famílias inteiras que ficam sem sustento. “Vou ligar pessoalmente para o secretário Marcelo de Oliveira. Quero entender o que está acontecendo e preparar os empresários para o que vem pela frente. Porque atrás de cada razão social existe gente de verdade, pais e mães que dependem dessas portas abertas”, completou.


































