O deputado estadual Diego Guimarães fez duras críticas ao presidente estadual do PL em Mato Grosso durante entrevista à imprensa, ao defender maior unidade entre os partidos de direita visando as eleições de 2026 e o cenário nacional a partir de 2027. Em tom contundente, o parlamentar afirmou que a direita mato-grossense é mais ampla do que uma única legenda e rebateu o que classificou como postura isolada da direção partidária.
Em um dos trechos mais enfáticos da entrevista, o deputado declarou: “mudar o nome do presidente do PL no estado de Mato Grosso, a partir de agora vai ser Ananico, pequeno, ele pensa pequeno e age pequeno, essa que é a verdade, Ananico, agora o nome dele é Ananico, porque ele tenta fazer da direita um curral dele, do partido dele, e a direita do Mato Grosso é muito maior do que o Ananico, é muito maior. A direita do Mato Grosso representa quase 70% da vontade popular desse estado e o Ananico pensa que representa apenas o partido dele”.
Ao defender a construção de uma ampla aliança, Guimarães citou nominalmente lideranças nacionais e estaduais. “Eu tenho certeza que o Flávio Bolsonaro não pensa como o Ananico, ele pensa diferente, ele precisa do Republicanos, ele precisa do União Brasil, ele precisa de um arco de aliança, ele precisa do Tarcísio de Freitas, ele precisa do Otaviano Pivetta, ele precisa do Diego Guimarães”, afirmou. O deputado ainda ressaltou que, em sua avaliação, a eleição presidencial não será vencida apenas por um partido, mas por uma frente ampla de legendas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a entrevista, o parlamentar também criticou o que chamou de ataques internos e cobrou coerência política. “Então o Ananico tem que parar com isso, ninguém fica aí tirando pedra no PL toda hora, como ele tá fazendo com a gente, ninguém fica aí falando na imprensa que ele e o Wellington têm que justificar o apoio que eles deram no passado pra Dilma Rousseff, eu não fico falando isso, porque que ele fica com essa cabeça pequena, tem que parar gente, a gente tem que estar unido”, disse, ao reforçar que divergências estaduais não devem comprometer o projeto nacional.
Guimarães também afirmou que é preciso pensar “no Brasil” e na “mudança que nós precisamos fazer nesse país a partir de 2027, tirar o governo Lula de lá, e pra isso nós precisamos de todos estar unidos”. Ele acrescentou que a direita mato-grossense “é muito maior do que o Ananico” e que o eleitorado saberá reconhecer isso nas urnas.
Ao encerrar a entrevista, o deputado utilizou uma metáfora para ironizar adversários internos. “Eu acredito muito em mestruzistas surfando, então surfar na onda do Bolsonaro, se endopriar da onda do Bolsonaro. Uma coisa eu falo, eu nunca apertei 13 na urna. Ele tem que responder por isso. E se fosse, ele é o Gabriel Medina, então, né? Se tem surfista por aí, ele é o Gabriel Medina”, concluiu. A declaração repercutiu nos bastidores da política estadual e deve intensificar o debate sobre alianças e liderança no campo conservador em Mato Grosso.



























