A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Pnad Contínua divulgados nesta terça-feira (30) pelo IBGE. O índice caiu 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e ficou abaixo dos 6,1% registrados no mesmo período de 2024.
Com o resultado, o número de pessoas sem trabalho caiu para 5,6 milhões, redução de 7,2% frente ao trimestre anterior e de 14,9% na comparação anual — quase 1 milhão de desocupados a menos. Já a população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas, novo recorde da série, impulsionada principalmente pelos setores de administração pública, saúde e educação.
O levantamento também mostrou recorde no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39,4 milhões. O total de empregados no setor público subiu para 13,1 milhões, enquanto os trabalhadores por conta própria somaram 26 milhões, ambos os maiores patamares já registrados pela pesquisa.
Outro destaque foi a renda. O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.574, alta de 1,8% no trimestre e de 4,5% em um ano. A massa de rendimentos chegou a R$ 363,7 bilhões, também recorde. “Temos um mercado de trabalho crescente, com aumento da massa de rendimentos e sem pressão inflacionária significativa”, afirmou Adriana Beringuy, do IBGE.




















