Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Deputado aciona MPE contra Ranalli após fala em sessão

publicidade

O deputado estadual Guilherme Cortez acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar a conduta do vereador Rafael Ranalli após ele chamar o colega Daniel Monteiro de “baitola” durante sessão legislativa na Câmara de Cuiabá. A representação foi encaminhada na sexta-feira (22) e ainda não houve resposta sobre eventual abertura de procedimento. Ranalli afirma que a denúncia possui caráter “político e midiático”.

A fala ocorreu durante a sessão do dia 19 de maio e foi registrada em áudio e vídeo. Sem perceber o microfone ligado, Ranalli conversava em tom de brincadeira com Daniel Monteiro. “Valeu, petista. Você não vai embora hoje? Vocês não votaram para ele ir embora. O que ele está fazendo aqui ainda? Vai embora, baitola”, disse o vereador, que se calou logo após perceber a gravação. O vídeo repercutiu nas redes sociais e gerou críticas.

Segundo Ranalli, a declaração ocorreu após Daniel Monteiro chamá-lo de “Jean Wyllys da Câmara”, em tom de provocação política no plenário. Jean Wyllys é ex-deputado federal e ativista da causa LGBTQIA+.

Na representação enviada ao MPE, Guilherme Cortez afirma que a justificativa apresentada pelo vereador “não afasta a gravidade objetiva dos fatos”. O documento destaca que a manifestação ocorreu durante sessão oficial da Câmara Municipal, transmitida publicamente, o que teria ampliado os efeitos discriminatórios da conduta. O deputado pede acesso às imagens da sessão, compartilhamento da denúncia com órgãos competentes e a adoção de medidas eleitorais e institucionais, incluindo eventual inelegibilidade de Ranalli.

Leia Também:  Portal Transparência de MT ganha novo layout e facilita acesso a informações

Em nota, Ranalli afirmou que a iniciativa do parlamentar paulista busca transformar “uma brincadeira de plenário em espetáculo político nacional”. O vereador também declarou que Guilherme Cortez deveria concentrar esforços em pautas ligadas à comunidade LGBT em São Paulo, citando dificuldades enfrentadas pela Parada LGBT do estado.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade