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Dengue que dispara, chuva que não cessa e um prédio que divide Florianópolis

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Santa Catarina vive um dia em que tudo parece conectado: o avanço de doenças tropicais, o clima instável que pressiona cidades e a burocracia que impede a cidade de andar.
Enquanto a chuva ameaça o litoral, o Estado tenta conter a dengue e a capital volta a discutir o que fazer com a antiga rodoviária — símbolo de uma cidade que precisa decidir se quer preservar ou evoluir.

O cenário é de tensão entre urgência e lentidão: quando tudo pede resposta, a gestão ainda parece presa ao improviso.

*Saúde em alerta: dengue tipo DENV-3 cresce mais de 7.000% em SC*

O novo boletim da Secretaria de Estado da Saúde confirmou que o sorotipo DENV-3, considerado um dos mais agressivos, avançou 7.166% em relação ao ano passado — saltando de 3 para 215 casos confirmados.
A transmissão já ocorre em todas as regiões, inclusive no litoral. O número de mortes por dengue neste ano chegou a 20.

O dado não é só epidemiológico: é político. Controle de vetor, mobilização comunitária e prevenção precisam sair da retórica e virar rotina.
Se o mosquito se adapta mais rápido que o sistema, o problema não é o inseto — é a gestão.

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*Operação “Libertas”: tráfico de animais é alvo de ação estadual*

O GAECO e a Polícia Militar Ambiental deflagraram hoje a operação Libertas, em conjunto com o Ministério Público de Santa Catarina, para desarticular um esquema de tráfico de animais silvestres.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em cidades como Florianópolis, Joinville e Brusque.

A ação integra uma força-tarefa nacional e expõe o tamanho da economia ilegal ligada à fauna.

Quando a natureza vira mercadoria, o que está em extinção não é o bicho — é o senso de responsabilidade.

*Processo trava demolição da antiga rodoviária — Sephan contesta laudos do MPSC*

O futuro da antiga rodoviária de Florianópolis voltou ao centro do debate jurídico e urbano.

A 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça analisa o pedido do MPSC que suspendeu a demolição do prédio até a conclusão dos estudos sobre seu valor histórico.

Mas um parecer técnico do Sephan (Serviço de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural) da prefeitura contestou os laudos do Ministério Público, apontando inconsistências metodológicas e jurídicas nos estudos que pedem o tombamento.

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Enquanto o impasse se arrasta, o prédio permanece abandonado — e a cidade paga o preço de uma paralisia institucional.

Preservar é importante. Mas preservar sem critério é o mesmo que paralisar.

*Clima: chuvas persistentes e risco de alagamentos*

A Defesa Civil estadual mantém alerta para chuvas volumosas e risco de alagamentos e enxurradas em boa parte do litoral catarinense.

A circulação marítima reforça a umidade e mantém o tempo instável até o fim da semana, principalmente na Grande Florianópolis e no Litoral Sul.
O desafio agora não é apenas monitorar, mas reagir. Porque todo alerta que se repete sem resposta, perde credibilidade.

*EM RESUMO:*

Santa Catarina termina o dia como começou: testada.
Testada pela natureza, pela burocracia e pela própria capacidade de resposta.

A dengue expõe o descuido.
A chuva, a falta de preparo.
E o impasse da rodoviária, a lentidão que domina a gestão urbana.

Entre emergências e decisões adiadas, o estado precisa reaprender o básico: agir antes de reagir.

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