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BASTIDORES DA REPÚBLICA

Deltan vai enfrentar Conselho do Ministério Público e poderá atrasar seus planos de promoção em 2020

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FIM DO MISTÉRIO

Ao deixar a coordenação da Operação Lava-Jato em Curitiba, o procurador da República Deltan Dallagnol despertou dúvidas na opinião pública sobre os reais motivos do afastamento Justamente num momento em que é alvo de bombardeios. Mas a história é outra. Amigos de Deltam garantiram, pelas redes sociais, que o motivo é mesmo familiar. Tá explicado.

PROMOÇÃO TRAVADA

A única certeza sobre Deltan Dallagnol é que ele não vai escapar do Conselho do Ministério Público nesta terça-feira (8). Nos bastidores, conselheiros avaliam que Deltan deve sofrer censura – punição que, na prática, dificulta a promoção do procurador. Duas ações contra Deltan haviam sido travadas em agosto pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, mas foram liberadas na sexta-feira (4) pelo ministro Gilmar Mendes.

MERA ESPECULAÇÃO

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro caiu na real e declarou em entrevista ao Correio Braziliense, que não pensa em concorrer à Presidência da República em 2022, embora seu nome apareça bem colocado nas pesquisas eleitorais. De fato, será que Morro aguentaria o primeiro round? Enfim, o ex-ministro disse que só pensa em continuar trabalhando para sustentar a família. “Essa suposta candidatura é mera especulação”, afirmou.

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POLARIZAÇÃO

Com muita lucidez Sérgio Moro também lamentou a polarização entre apoiadores de Lula e Bolsonaro e disse que o Brasil é “grande e diversificado”, não se resumindo apenas a esses dois grupos. “Penso que a polarização política excessiva fomenta ódio e raiva e não ajuda o debate concreto de programas e políticas públicas, que são mais importantes do que slogans, marketing ou ofensas”.

MIDIÁTICO

O novo Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, anunciou que é preciso prestar contas à sociedade e julgar “o quanto antes” as ações que investigam a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência em 2018. O ministro acaba de assumir a relatoria dos processos que investigam, entre outros pontos, disparo de mensagens em massa pelo WhatsApp. Há quem acredite que Salomão só quer mostrar força ou disputar espaço na mídia, tão agitada no meio político nos últimos dias.

NOVA POLÊMICA

O ministro Luís Felipe Salomão também criou uma nova polêmica ao defender a decisão que garantiu que, a partir de 2022, os recursos do fundo eleitoral e o tempo de rádio e TV devem ser distribuídos proporcionalmente de acordo com o número de candidatos brancos e negros de cada partido. Em um país onde mais de 80% da população é negra, parda ou mulata, vai ficar difícil mensurar isso. No mais, somos todos brasileiros. Pessoalmente, não acho que deveríamos nos dividir pela cor da pele.

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TERCEIRO TURNO?

Sobre a possibilidade de terceiro turno nos tribunais durante as eleições de novembro, Luiz Salomão foi enfático: “Essa é uma preocupação, não transferir para cá o ambiente político. O tribunal é um tribunal técnico, e vai julgar juridicamente, não politicamente. Isso posso te assegurar: não vejo nenhuma possibilidade de nenhum dos julgadores ter viés político, partidário. O julgamento será técnico e com base nas provas”.

FERIDA ABERTA

Já se passaram dois anos da facada que o presidente Jair Bolsonaro levou durante a campanha eleitoral em 2018. Foi em 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG). O esfaqueador, Adélio Bispo, assumiu a culpa e ficou só nisso. Mesmo sem um mandante de peso, é possível que o fato seja relembrado no cenário das eleições presidenciais de 2022. Mas acho que será apenas detalhe. Temas como a pandemia e os impactos na sociedade darão o tom, certamente.

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