MATO GROSSO

Marco da infraestrutura

Decisão do Ibama viabiliza avanço histórico para a Hidrovia Tocantins-Araguaia

A autorização pelo Ibama de retiradas rochosas representa um avanço histórico para a Hidrovia Tocantins-Araguaia, considerada estratégica para a integração nacional, especialmente para as regiões Centro-Oeste e Norte. (Foto: Antônio Cavalcante / Reprodução Tecnologistica)

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A medida representa um avanço histórico para a Hidrovia Tocantins-Araguaia, considerada estratégica para a integração nacional, especialmente entre as regiões Centro-Oeste e Norte.

 

Por Humberto Azevedo

 

A autorização concedida no último dia 26 de maio pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que permite a remoção de formações rochosas localizadas entre Marabá e o Lago de Tucuruí, no rio Araguaia, no Pará (PA), que há décadas comprometem a navegabilidade plena do rio, especialmente durante o período de estiagem, é um passo decisivo para o fortalecimento da logística que representa um avanço histórico para a Hidrovia Tocantins-Araguaia.

 

Considerada estratégica para a integração nacional, especialmente entre as regiões Centro-Oeste e Norte, com a remoção das rochas, a hidrovia ganhará capacidade operacional durante todo o ano, viabilizando o transporte regular de grãos, minérios e insumos com menor custo logístico, menor emissão de poluentes e maior segurança para as embarcações. A autorização do Ibama autoriza o derrocamento do Pedral do Lourenço – no rio Tocantins.

 

Para o secretário nacional de hidrovias e navegação do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, Dino Antunes, comentou que a decisão do Ibama alcança uma movimentação estimada de até 20 milhões de toneladas por ano. Segundo ele, a  remoção das rochas, agora viabilizada pela licença ambiental, deve permitir que a hidrovia beneficie diretamente o escoamento da produção agropecuária do cerrado brasileiro — maior região produtora de grãos do país.

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“A análise ambiental é fundamental para o desenvolvimento sustentável do país e deve levar em consideração também o impacto positivo que uma hidrovia promove, reduzindo tráfego nas rodovias e emissão de gases de efeito estufa”, falou Antunes lembrando que a hidrovia Tocantins-Araguaia possui mais de 1,7 mil quilômetros navegáveis, entre Peixe (TO) e Belém (PA), e enfrenta gargalos no trecho de aproximadamente 40 quilômetros do Pedral do Lourenço. 

 

Para garantir que a obra ocorra de forma responsável, o licenciamento ambiental impõe condicionantes como monitoramento da fauna, controle da qualidade da água e mitigação de impactos sonoros e vibracionais.

 

MARCO DA INFRAESTRUTURA

 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho – deputado federal licenciado pelo Republicanos de Pernambuco (PE), classificou a decisão como um marco para a infraestrutura brasileira. A Hidrovia Tocantins-Araguaia deve se consolidar como um dos principais corredores logísticos do país, interligando áreas de produção no Centro-Oeste aos portos da região Norte, como o Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA).

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Para a deputada e ex-vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr (PL), presidente da câmara temática de portos e hidrovias da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), “a autorização do Ibama para o derrocamento do Pedral do Lourenço – no rio Tocantins, representa um avanço histórico para a Hidrovia Tocantins-Araguaia e para a logística nacional como um todo”.

 

“É uma decisão que deve trazer desenvolvimento socioeconômico para o Centro-Norte do país, além de ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, já que o desenvolvimento de hidrovias é o principal meio para cumprir o Acordo de Paris. É uma excelente notícia para o Brasil, especialmente em ano de COP 30, quando os olhos do mundo estarão voltados para o estado do Pará”, disse o ministro.

 

“Sabemos que o licenciamento ambiental no Brasil é um processo rigoroso, mas essa decisão mostra que é possível conciliar preservação ambiental com desenvolvimento e integração regional. Essa obra vai transformar o potencial logístico do Centro-Oeste e do Norte, reduzindo custos, emissões e fortalecendo nossa competitividade”, finalizou Reinehr.

 

Com informações de assessorias.

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