O avanço da disputa global por minerais críticos e terras raras motivou um debate no Senado Federal nesta semana sobre o papel do Brasil em um mercado considerado estratégico para setores como tecnologia, energia renovável, defesa e mobilidade elétrica. A discussão contou com a participação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que defendeu maior agregação de valor à produção mineral brasileira.
O Brasil possui importantes reservas de minerais como lítio, grafita, nióbio e terras raras, insumos essenciais para a fabricação de baterias, semicondutores, equipamentos eletrônicos e sistemas de inteligência artificial. Durante a audiência pública, representantes da FPA destacaram a necessidade de avançar além da extração e investir em processamento industrial, inovação e desenvolvimento tecnológico.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio, Isan Rezende, os minerais críticos deixaram de ser apenas uma questão mineral e passaram a integrar uma agenda de soberania econômica. Segundo ele, o país precisa definir se continuará atuando principalmente como exportador de matéria-prima ou se buscará ocupar posições mais estratégicas na cadeia produtiva global.
O debate também abordou o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta estabelece diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor, além de buscar fortalecer a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória.
Segundo os participantes, o tema envolve não apenas mineração, mas também desenvolvimento regional, geração de empregos qualificados, atração de investimentos e fortalecimento da competitividade da economia brasileira em um mercado que deve ganhar importância crescente nas próximas décadas.


















