O presidente da comissão especial que analisou a PEC da redução da jornada de trabalho, Alencar Santana (PT-SP), afirmou que quase 4 mil pessoas participaram dos debates promovidos pelo colegiado na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o volume de discussões demonstra a relevância do tema e o interesse popular na proposta que reduz a carga semanal de 44 para 40 horas e prevê o fim da escala 6×1.
“Em menos de um mês de funcionamento, esta comissão especial já está entre as cinco da Câmara que mais horas de debate realizaram. Isso demonstra a força do tema e o anseio popular”, declarou Alencar Santana antes da votação do parecer do relator. O parlamentar também rebateu críticas sobre uma suposta tramitação acelerada da proposta e destacou que representantes de trabalhadores e do setor patronal participaram das audiências públicas.
Os defensores da PEC reforçaram durante a sessão os benefícios da mudança para os trabalhadores, especialmente em relação ao aumento do tempo de descanso, convivência familiar e qualidade de vida. Já parlamentares contrários alertaram para possíveis impactos econômicos, como aumento nos custos de produção e fechamento de pequenos negócios.
O líder do partido Novo na Câmara, Gilson Marques (SC), afirmou que a redução da jornada pode prejudicar pequenos empreendedores. “A farmácia, a padaria e o supermercado vão subir os preços ou, pior, vão fechar as portas”, disse o deputado, argumentando ainda que mudanças semelhantes em países desenvolvidos ocorreram após aumento de produtividade e crescimento econômico.
Autora da PEC 8/25, que propõe jornada de quatro dias de trabalho e três de descanso, a deputada Erika Hilton (Psol-SP) criticou as tentativas de barrar a votação da proposta na comissão especial. “Hoje, os trabalhadores e a sociedade sairão daqui cantando uma vitória”, afirmou a parlamentar ao defender a aprovação das mudanças trabalhistas.













