O presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogerinho da Dakar (PSDB), afirmou que o município deverá apresentar, a partir de setembro deste ano, uma proposta de concessão dos serviços de água e esgoto. O processo contará com estudos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e realização de audiências públicas para definir o modelo a ser adotado.
Segundo Rogerinho, a medida não se trata de privatização, mas de uma concessão por prazo determinado. A proposta faz parte do compromisso da gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) de buscar soluções para os problemas históricos de saneamento no município. “Vai ser feita a concessão, não uma privatização. Então, será feito todo esse levantamento e aí o Poder Executivo vai ver a melhor forma de conduzir”, afirmou.
Enquanto os estudos avançam, o DAE concentra esforços na redução de perdas na rede de abastecimento. De acordo com o presidente, cerca de 70% da água tratada é perdida em vazamentos, o que eleva os custos operacionais e prejudica o fornecimento em diversos bairros da cidade.
Rogerinho também apontou dificuldades financeiras enfrentadas pelo departamento. Segundo ele, o DAE arrecada entre R$ 5,5 milhões e R$ 5,8 milhões por mês, enquanto os custos operacionais variam entre R$ 7,5 milhões e R$ 7,7 milhões. Para o gestor, a concessão permitirá acelerar investimentos e ampliar a capacidade de resposta aos problemas de abastecimento.




























