A porta-voz da chancelaria chinesa afirmou que tarifas não deveriam ser utilizadas como “ferramentas de coerção ou intimidação”.
Por Humberto Azevedo
A porta-voz da chancelaria chinesa, Mao Ning, criticou nesta sexta-feira, 11 de julho, a atitude do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, de usar as tarifas para pressionar outros países, como feito na última quarta-feira, 9 de julho, contra o Brasil, e nesta quinta-feira, 10 de julho, contra o Canadá.
Ning afirmou que a atitude de Trump viola as regras da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ela destacou ainda que “a igualdade soberana e a não interferência em assuntos internos” são princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e constituem “normas básicas das relações internacionais”.
Na quarta, Trump anunciou que todos os produtos brasileiros exportados para os EUA sofrerão uma sobretaxa adicional de 50% devido o Supremo Tribunal Federal (STF) estar “perseguindo” judicialmente o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), réu em ação que apura a responsabilidade de cada agente político na tentativa de golpe de Estado e atentado ao Estado Democrático de Direito, que resultou na destruição das sedes dos Três Poderes, em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.
Assim, segundo Ning, os EUA tentam desta forma influenciar o julgamento do ex-presidente Bolsonaro.
“Igualdade soberana e não interferência em assuntos internos são princípios importantes da Carta da ONU e normas básicas das relações internacionais. As tarifas não devem ser usadas como instrumento de coerção, intimidação ou interferência nos assuntos internos de outros países”, observou a porta-voz da chancelaria chinesa.
Com informações dos site Sputnik Brasil e RTBrasil.




























