Manifestação realizada nesta quarta-feira, 7 de maio, que repetiu o trajeto realizado há quase 28 meses e resultou em pancadaria e quebradeira, e reuniu bem menos gente, os manifestantes bolsonaristas pediram “anistia ampla, geral e irrestrita” aos condenados por tentativa de golpe de Estado.
Por Humberto Azevedo
Uma manifestação realizada por militantes bolsonaristas fizeram na tarde desta quarta-feira, 7 de maio, uma “caminhada pela anistia” em favor dos condenados e presos que quebraram as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
A manifestação repetiu o trajeto realizado há quase 28 meses e que resultou em pancadaria e quebradeira, reuniu bem menos gente. Ao longo do percurso, os manifestantes bolsonaristas pediram “anistia ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e atentado ao Estado Democrático de Direito, com penas que chegam até 17 anos de detenção.
O pedido por “anistia ampla, geral e irrestrita” foi uma das bandeiras que setores democráticos e à esquerda encamparam no final dos anos 70 para anistiar os políticos cassados e perseguidos do regime cívico-militar, que se encontravam presos e expulsos do Brasil
O ato, que foi realizado do Quartel-General de Brasília até a Praça dos Três Poderes, contou com a presença do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) três dias depois de receber alta hospitalar por complicações intestinais decorrentes da facada recebida no início da campanha eleitoral de 2018.
Bolsonaro, que tinha sido recomendado em não participar da manifestação por orientação médica, desobedeceu a recomendação demonstrando estar em bom estado de saúde, apesar de um vídeo exibido por ele nas redes digitais no último final de semana que mostrava suas vísceras.
Vestindo a camisa número um da seleção brasileira de futebol e cercado por parlamentares, apoiadores e lideranças da direita, Bolsonaro caminhou ao lado dos manifestantes em defesa do pedido de anistia aos condenados e presos, que destruíram os Palácios do Congresso Nacional, da Justiça e do Planalto em 8 de janeiro de 2023.
De acordo com ex-presidente, a “situação jurídica” dos condenados e presos segue “sendo questionada por juristas e pela sociedade civil que denunciam abusos, prisões prolongadas e tratamentos desproporcionais”. O líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), destacou ainda que a luta pela anistia “não é por impunidade, mas por justiça”, e que o “país precisa virar essa página sem abrir mão do devido processo legal”.
“A caminhada desta quarta-feira não foi apenas um protesto — foi um símbolo de resistência, de coesão das forças conservadoras e, acima de tudo, de apoio explícito à figura de Jair Bolsonaro, cuja presença reacende ânimos e recoloca o ex-presidente no centro do debate político nacional. Estamos aqui em paz, pelo Brasil, por justiça, e pela liberdade daqueles que foram perseguidos por se manifestar”, afirmou Zucco.
“Não se pode confundir cidadãos indignados com criminosos. O que se exige é equilíbrio e proporcionalidade nas decisões judiciais. A Câmara tem o dever Constitucional de reparar esse erro histórico, basta o presidente [da Câmara, deputado] Hugo Motta (Republicanos-PB) colocar nosso requerimento de urgência em votação e logo em seguida analisarmos o mérito da proposta”, comentou o parlamentar bolsonarista gaúcho.
“Anistia é reconciliação nacional. Não se constrói uma democracia com perseguição e dois pesos e duas medidas. O que queremos é a paz institucional, o respeito à Constituição e o fim da perseguição contra patriotas”, completou Zucco.




























