A sessão da Câmara de Cuiabá foi marcada por uma troca de acusações entre os vereadores Maysa Leão (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP) na manhã desta quinta-feira (9). O embate interrompeu os trabalhos do Legislativo e terminou com a vereadora sendo contida pela colega Katiúcia Mantelli (Podemos), após ter o pedido de direito de resposta negado pela presidente da Casa, Paula Calil (PL).
A discussão começou depois que Maysa criticou o protocolo de um novo pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a compra de materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação. Ela classificou a iniciativa como “patética” e afirmou que a medida teria como objetivo impedir o avanço de outras investigações.
“Qual é o desespero? Por que tem que ser somente a CPI dos livros? […] Por que protocolar uma CPI às 21h44 para impedir outras investigações?”, questionou a vereadora.
Demilson reagiu às críticas e afirmou que a postura “patética” era da colega. Durante o discurso, relembrou episódios dos bastidores da Câmara e disse que, em outras ocasiões, chegou a defendê-la.
“Eu respondo pelos meus atos. A senhora me ligou quando enfrentava uma comissão processante, e eu a defendi quando outros vereadores faziam críticas”, rebateu.
Após o pronunciamento, Maysa solicitou direito de resposta alegando que sua honra havia sido atingida, mas teve o pedido negado por Paula Calil, que manteve a ordem da sessão.
Inconformada, a vereadora deixou a tribuna exaltada e precisou ser contida por Katiúcia Mantelli. O bate-boca tomou conta do plenário e interrompeu temporariamente os trabalhos da Câmara.
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