Ratinho com Kassab

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reafirmou nesta quinta-feira, 6 de novembro, por meio de suas redes digitais publicamente que o cenário eleitoral do seu partido, PSD, para 2026, tem três alternativas: apoiar uma candidatura à Presidência da República, que pode ser tanto do governador de São Paulo (SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos); do Paraná (PR), Ratinho Júnior (PSD); e do Rio Grande do Sul (RS), Eduardo Leite, que recentemente trocou o PSDB pelo PSD. O posicionamento ocorre em meio a um tenso cenário de especulações. Secretário de Governo da gestão de Tarcísio, Kassab endossou uma fala do empresário e apresentador televisivo, Carlos Massa – conhecido como Ratinho, pai do governador paranaense, que desmentiu veementemente uma notícia sobre uma suposta ligação ao presidente Lula para afirmar que seu filho não seria candidato ao Planalto.
Pressão empresarial

As postagens de Gilberto Kassab reforçando Ratinho Jr. como presidenciável refletem uma estratégia para manter o nome do governador paranaense em evidência nacional, o que atende os anseios e pressões de importantes setores empresariais do Paraná, de Santa Catarina (SC), Rio Grande do Sul (RS) e de estados do Sudeste e Centro-Oeste. Esses grupos enxergam no governador Ratinho Jr. um nome alinhado aos seus interesses e com potencial de unir setores moderados. A movimentação busca superar a resistência interna de quem, no Paraná, prefere uma candidatura ao Senado, praticamente já liquidada de véspera, do que uma disputa presidencial confidenciada nos bastidores como uma aventura. Ao amplificar o desmentido sobre a suposta ligação ao presidente Lula e reafirmar publicamente o nome de Ratinho Jr., Kassab sinaliza ao mercado e ao eleitorado que o PSD mantém suas opções abertas.
Balança recorde

De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial brasileira registrou desempenho recorde no acumulado de 2025, com exportações de R$ 1,558 trilhão e importações de R$ 1,276 trilhão, o que resulta num superávit comercial de R$ 281,8 bilhões e corrente de comércio de R$ 2,834 trilhões – que engloba todos os valores históricos para o período. Em outubro, as exportações somaram R$ 171,9 bilhões, o que representa uma alta de 9,1% ante outubro de 2024, enquanto as importações ficaram em R$ 134,5 bilhões, o que equivale a uma queda de 0,8% para o mesmo período do ano passado, com saldo positivo de R$ 37,4 bilhões. Os setores que mais se destacaram foram a indústria extrativa (alta de 22% nas exportações em outubro) e agropecuária (21% no mesmo período), demonstrando que o comércio exterior brasileiro tem se sobressaído bem diante de um cenário global complexo.
Bahia-França

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), recebeu nesta última quarta, 5, o presidente da França, Emmanuel Macron, em Salvador (BA), para uma agenda focada em cultura e cooperação internacional. Acompanhado da ministra da Cultura, Margareth Menezes, o governador baiano participou dos compromissos que incluíram uma visita ao Pelourinho e a abertura oficial do Festival “Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com a África” no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). O evento, que integra a programação da “Temporada França-Brasil” e segue até 8 de novembro, celebra as conexões culturais entre os dois países junto às nações africanas, promovendo debates sobre justiça territorial, igualdade de gênero, inclusão social e culturas afrodescendentes, dentro de um cenário com objetivo de fortalecer o diálogo e a diplomacia cultural internacional.
Conquistas da FPA

Em meio à isenção do imposto de renda (IR) para rendas de até R$ 5 mil, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemorou ter assegurado a manutenção de benefícios fundamentais para o agronegócio no projeto aprovado. A bancada ruralista garantiu que a tributação do produtor rural incida sobre o lucro real, e não sobre o faturamento, o que protege os produtores em anos de safras ruins. Outra vitória da FPA foi a exclusão dos títulos do agronegócio como a Letra de Câmbio da Agricultura (LCA) e dos Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA) da base de cálculo da tributação mínima, o que preserva instrumentos cruciais de financiamento do setor. O texto, de autoria do governo federal e relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), aprovado por unanimidade, também estabeleceu um mecanismo que evita a bitributação de uma mesma pessoa como contribuinte jurídico e físico.
Comemoração governista

As principais lideranças do governo do presidente Lula comemoraram a aprovação unânime no Senado da proposta que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais, medida que beneficiará cerca de 20 milhões de brasileiros. A ministra de Relações Institucionais, deputada federal licenciada Gleisi Hoffmann (PT-PR), acompanhou a votação que coroa a promessa de campanha do presidente Lula, feita em 2022, e que agora segue para sanção presidencial. Os Senadores governistas destacaram o caráter histórico da medida como passo crucial para a justiça fiscal. Humberto Costa (PT-PE) enfatizou que “os ricos vão financiar essas isenções com muito pouco”, referindo-se à taxação complementar para rendas superiores a R$ 600 mil anuais. Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, classificou a proposta como “obsessão por justiça social”, enquanto Paulo Paim (PT-RS) ressaltou o alívio para trabalhadores, aposentados e pequenos empreendedores.
Seguro rural

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA, cobrou mudanças estruturais no modelo de seguro rural durante audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado nesta última quarta-feira, 5. A ex-ministra da Agricultura da gestão Bolsonaro criticou o atual sistema, que classificou como “seguro de crédito” em vez de “seguro de renda”, argumentando que o modelo beneficia mais bancos e cooperativas do que os produtores. Como solução imediata, foi discutido o Projeto de Lei (PL) 1217 de 2025, que cria linha de crédito emergencial para produtores com indenizações negadas por eventos climáticos. Com a inclusão de uma rubrica específica e cláusula de não contingenciamento para o seguro rural, aprovada pelo colégio de líderes, Tereza Cristina afirmou tratar a iniciativa como uma conquista nas negociações orçamentárias.
Seguro rural 2

Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) revelam o setor agropecuário enfrenta uma crise inédita com a inadimplência do crédito rural atingindo 10% em setembro de 2025, o que é o maior patamar da série histórica, enquanto a cobertura do seguro rural registra o pior desempenho desde 2007. Ainda segundo os dados da CNA, apenas 2,19 milhões de hectares estão protegidos pela subvenção do Prêmio de Seguro Rural (PSR). A entidade lembra que mais de R$ 1 bilhão aprovados para o programa vem sendo contingenciados, o que representa 42% do total. Representantes do setor alertam que a safra de verão está praticamente desprotegida, com queda de 40% na contratação de crédito. A senadora Tereza Cristina classifica a situação como “beira do colapso”. Ela destaca que 75% da produção nacional depende de pequenos produtores, que não tem instrumentos de proteção adequados.
Sem reforma agrária

A Câmara dos Deputados aprovou também na noite desta quarta, 5, por 287 votos a 113, o PL 4357 de 2023, de autoria do deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), que proíbe a desapropriação de propriedades rurais produtivas para fins de reforma agrária. O texto, relatado pelo presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, estabelece que apenas terras improdutivas poderão ser destinadas à reforma agrária, alinhando a legislação ao artigo 185 da Constituição Federal. A bancada ruralista argumenta que a medida garante segurança jurídica aos produtores, preserva a produção agrícola nacional e evita conflitos no campo. Lupion destacou que desapropriar terras produtivas prejudicaria a segurança alimentar e a economia do país. O projeto é fruto das conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), realizada em 2023, que investigou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Tráfico de animais

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta última quarta, 5, um projeto que endurece significativamente as penas para quem comete tráfico de animais silvestres e maus-tratos. O texto cria um tipo penal específico para o tráfico de animais silvestres, com pena de dois a oito anos de reclusão, e aumenta as punições para maus-tratos. Por iniciativa do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da FPA, o texto aprovado assegura que as novas disposições não se aplicam a práticas agropecuárias regulamentadas como vacinação, transporte, inseminação artificial e manejo de fauna exótica invasora. Lupion destacou que a medida traz segurança jurídica ao setor ao reconhecer a legitimidade das atividades técnicas supervisionadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e órgãos competentes.































