Em clima de vitória e discurso contundente, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) comemorou nesta segunda-feira (5) a saída formal de grandes tradings agrícolas da chamada Moratória da Soja. O anúncio, feito em vídeo direcionado aos produtores, foi tratado como um marco histórico pelo setor, que há anos classificava o acordo como um entrave injusto e prejudicial a quem produz dentro da lei.
Logo na abertura do vídeo, o presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber, deixou claro o tom da mensagem. “Hoje é um dia muito importante para os produtores de soja, um dia de celebrarmos uma importante vitória depois de tantos anos em que fomos prejudicados por um acordo privado e ilegal”, afirmou. Segundo ele, a moratória penalizava produtores que cumprem rigorosamente o Código Florestal Brasileiro, mesmo quando o desmate ocorria de forma legal.
Beber reforçou que a derrubada do acordo não foi simples e exigiu uma longa batalha política e jurídica. “A luta foi árdua, mas veio a recompensa, valeu a pena”, disse, destacando que a decisão das tradings representa, na visão da entidade, um reconhecimento explícito de que a Aprosoja sempre esteve “do lado certo” ao enfrentar um pacto que, segundo ele, tentava se sobrepor à legislação brasileira.
O presidente também ressaltou que o desfecho só foi possível após decisões judiciais de peso. Ele citou diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF), que validou a lei estadual e permitiu o restabelecimento da norma em Mato Grosso. “Isso representa um importante reforço à segurança jurídica, à livre iniciativa e à soberania dos produtores rurais”, afirmou, em tom de alívio e celebração.
Outro ponto destacado no vídeo foi a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo Beber, o órgão identificou “indícios de cartel e uma potencial afronta à ordem econômica” no contexto da moratória, cuja eficácia deixou de valer a partir de 1º de janeiro. Para a Aprosoja, essa constatação desmonta de vez a legitimidade do acordo imposto por grandes compradores internacionais.
Apesar do tom de comemoração, a entidade fez questão de frisar que o fim da moratória não significa abandono da pauta ambiental. “Seguimos comprometidos com práticas agrícolas responsáveis”, afirmou Beber, ressaltando que a defesa é por sustentabilidade baseada na legislação nacional, e não em “imposições privadas”. O recado final do vídeo foi claro: a Aprosoja celebra a vitória, mas promete continuar vigilante na defesa de um ambiente legal “claro, estável e justo” para os produtores rurais.
Veja vídeo:

























