Seis em cada dez brasileiros que ainda trabalham esperam depender do INSS na aposentadoria, segundo levantamento da Anbima em parceria com o Datafolha. Entre os que já se aposentaram, porém, a dependência da previdência pública é ainda maior: 93% têm o benefício como principal fonte de renda.
Os dados do estudo Raio X do Investidor Brasileiro, referentes a 2025, indicam baixa preparação financeira para o longo prazo. Apenas 16% da população afirma ter começado a formar uma reserva para a aposentadoria, cenário que pode levar à redução da renda ou ao adiamento da saída do mercado de trabalho.
Em Mato Grosso, a discussão ganha peso com o envelhecimento da população. Entre 2010 e 2025, o número de pessoas com 60 anos ou mais no estado passou de 240 mil para 469 mil, crescimento superior a 95%. “O grande desafio não é só depender do INSS, mas depender exclusivamente dele. Sem uma renda complementar, a tendência é que o padrão de vida caia de forma relevante”, afirma Gilvania Rufino, líder da XP em Mato Grosso.
Especialistas defendem que o planejamento comece com a organização das finanças e a formação gradual de reservas, mesmo com pequenos valores. “A aposentadoria não se constrói de uma vez só. É um processo. O mais importante é começar e manter consistência”, afirma Rufino.




















