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Alho Roxo do Planalto Catarinense conquista Indicação Geográfica do INPI

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O Alho Roxo do Planalto Catarinense conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento certifica que as características do produto estão diretamente ligadas às condições naturais da região e ao conhecimento tradicional desenvolvido pelos agricultores ao longo de gerações.

A área reconhecida engloba os municípios de Curitibanos, Frei Rogério, Brunópolis, Fraiburgo, Monte Carlo, Caçador e Lebon Régis. Juntas, essas cidades reúnem 482 produtores, que cultivam cerca de 1.314 hectares e produzem aproximadamente 12 mil toneladas de alho por ano.

O alho é conhecido pela coloração roxa, aroma intenso, sabor marcante e alto potencial de conservação. Segundo os responsáveis pelo processo, essas características são resultado da combinação entre clima, solo, altitude e do tradicional processo de cura realizado na região, além da elevada concentração de alicina, composto responsável pelo aroma e sabor do produto.

O pedido de registro foi protocolado em novembro de 2024 pela Cooperativa Regional Agropecuária do Meio-Oeste Catarinense (Copar), com apoio de produtores, entidades e instituições de pesquisa. Para o diretor técnico do Sebrae/SC, Fabio Zanuzzi, “a Indicação Geográfica protege essa história, valoriza os produtores e reforça a ligação entre o território e a qualidade do produto”.

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Com a certificação, Santa Catarina passa a contar com 12 produtos e territórios reconhecidos com Indicação Geográfica pelo INPI. A expectativa é de que o selo fortaleça a competitividade da produção, agregue valor ao alho catarinense e contribua para o desenvolvimento econômico da região.

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