A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) reagiu nesta quarta-feira (31) à decisão da China de impor uma sobretaxa sobre a carne bovina brasileira e afirmou que a medida pode gerar impactos em toda a cadeia produtiva, especialmente para o pecuarista. A tarifa adicional de 55% será aplicada, a partir de 1º de janeiro de 2026, sobre volumes que excederem as cotas de exportação e deve valer por três anos.
A preocupação é maior em Mato Grosso, que concentra um dos maiores rebanhos do país, com cerca de 34 milhões de cabeças de gado. Segundo a Acrimat, frigoríficos exportadores já manifestaram receio quanto aos efeitos da decisão, que pode pressionar os preços pagos ao produtor rural.
“Sabemos que qualquer incidente seja sanitário ou econômico impacta negativamente no bolso do pecuarista e é ele quem paga toda a conta no final. O último exemplo claro disso foi o tarifaço dos EUA onde os preços da arroba desabaram por conta de um único importador”, afirmou a entidade, ao lembrar das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos no início do ano.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, em novembro, o estado exportou mais de 112 mil toneladas de carne bovina, um recorde histórico, tendo a China como principal destino, responsável por 54,8% das exportações. A Acrimat defendeu que os grandes exportadores busquem outros mercados para o excedente e cobrou apoio do governo federal, destacando a necessidade de proteção ao produtor que está na base da cadeia produtiva.

















