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A produção de laranja no Brasil: Desafios e liderança no cenário global

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Por Ademir Galitzki

Quem não gosta de um suco de laranja bem gelado, especialmente com o calor que tem feito ultimamente? A maioria das pessoas certamente aprecia. No entanto, de acordo com pesquisas recentes, o Brasil enfrentará uma queda expressiva na produção, estimada em pelo menos 2,12 milhões de caixas. Esse cenário se deve à irregularidade das chuvas, que também tem afetado o tamanho dos frutos. A expectativa para este ano é de uma colheita de 308 milhões de caixas de laranja no país. O estado de São Paulo é responsável por quase 80% de toda a produção, além de liderar a exportação de suco de laranja, com destaque para cidades como Matão, Catanduva e Araras.

O Brasil produz, em média, 20 milhões de toneladas de laranja por ano, e cerca de 98% dessa produção é transformada em suco concentrado para exportação, principalmente para a Europa, Ásia e Estados Unidos. O suco é enviado de forma concentrada, e, no destino, é diluído com sete litros de água para cada litro de suco. Isso se deve ao custo elevado do transporte da água.

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Segundo estudos, o suco de laranja é o mais consumido no mundo, em parte pela alta concentração de vitamina C. No entanto, poucos sabem que a acerola possui 23 vezes mais vitamina C do que a laranja. Os Estados Unidos continuam sendo um dos maiores consumidores do nosso suco. Nós, brasileiros, frequentemente nos orgulhamos de sermos os maiores produtores de soja, milho, café, algodão e outros produtos agrícolas, mas muitas vezes esquecemos de mencionar nossa força na produção de frutas como a laranja, uva, abacaxi, melancia, caju, e muitas outras.

Curiosamente, a laranja nem sempre foi doce como a conhecemos hoje. Através da genética e do cruzamento entre a laranja e a tangerina, o fruto foi aprimorado. A laranja tem suas origens ligadas à China e ao norte da África, passando pela Europa e chegando ao Brasil por meio de mudas trazidas da Espanha para São Paulo. Hoje, o Brasil lidera a produção mundial, seguido por China, Estados Unidos e Índia. No Brasil, São Paulo ocupa o primeiro lugar na produção, seguido por Minas Gerais, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul.

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Não podemos esquecer a história da “tristeza dos cítricos”, doença que, nas décadas de 1930 e 1950, dizimou mais de 22 milhões de pés de laranja no Brasil. O controle só foi possível com a substituição do porta-enxerto por um mais resistente, como o limão rosa, ainda amplamente utilizado nas plantações de cítricos.

Voltando ao cenário global, um de nossos principais concorrentes na produção e exportação de suco de laranja é a Flórida, nos Estados Unidos. No entanto, o estado americano enfrenta problemas com furacões, como os recentes Nicoli e Ian, que devastaram parte dos laranjais, elevando os preços e aumentando a dependência das importações, principalmente do Brasil.

Curiosamente, a família do ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi é um dos grandes exportadores de suco de laranja concentrado. Uma prática interessante adotada por eles é a criação de galinhas nos laranjais, o que reduz os custos com adubação, já que os excrementos das aves funcionam como excelente adubo orgânico. Esse método sustentável é bem aceito no mercado internacional.

 

 

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