Produtores da Serra Catarinense recebem novas tecnologias e acesso a linhas de crédito para enfrentar os impactos climáticos. A notícia vem como alívio para uma cadeia produtiva que sustenta milhares de famílias e garante a Santa Catarina liderança nacional no setor. Mas o contexto é desafiador: eventos extremos, como granizo e estiagens prolongadas, têm colocado a fruticultura em xeque.
O esforço do governo em oferecer crédito é importante, mas precisa vir acompanhado de políticas de adaptação e inovação. A fruticultura exige planejamento, pesquisa e apoio técnico contínuo. Só dinheiro não basta. É preciso fomentar soluções que garantam produtividade com menos vulnerabilidade climática.
Ao mesmo tempo, há uma dimensão política nesse movimento. O agronegócio é força significativa no estado, e medidas de apoio ao setor têm peso eleitoral. O risco é que o debate sobre sustentabilidade se restrinja ao discurso, enquanto na prática se reforça apenas a lógica de crédito emergencial.
A maçã catarinense é símbolo de resistência, mas não pode depender apenas da resiliência dos produtores. Se a política pública não olhar para o futuro, corremos o risco de perder espaço e competitividade. A boa notícia é que ainda há tempo: o desafio está em transformar apoio pontual em estratégia duradoura.


























