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Campanha de Flávio quer concluir tratativas de novas alianças até quinta

Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

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Equipe do presidenciável do PL tenta ampliar frente política após resultado do primeiro turno e mira adesões de Caiado, Zema e partidos do centrão

 

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) já intensificou as articulações para ampliar a aliança política para o segundo turno e pretende concluir até quinta-feira (8) as principais tratativas com partidos do centrão e candidatos derrotados no primeiro turno.

 

A estratégia é aproveitar a dianteira de Flávio sob Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas para transformar o resultado em adesões e chegar à reta final da eleição com uma frente política mais ampla.

 

A ofensiva tem duas frentes. De um lado, a coordenação política da campanha tenta atrair os candidatos que ficaram pelo caminho, especialmente Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). De outro, busca fechar o apoio de partidos que permaneceram neutros no primeiro turno, como União Brasil, PP, Republicanos e Podemos.

 

No caso de Caiado, as conversas já parecem bem sucedidas. Flávio viaja nesta terça-feira (6) para Goiânia para um evento ao lado do quinto colocado na disputa ao Planalto. A expectativa é que, no local, o ex-governador de Goiás declare seu apoio a Flávio neste segundo turno.

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O PSD como partido, porém, deve continuar a liberar as bancadas a se posicionarem como preferirem.

 

Zema anunciou apoio a Flávio na última segunda-feira (5).

 

Paralelamente, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), assumiu a linha de frente das negociações com o centrão. Ele já telefonou para Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e para Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos.

 

A intenção é que as conversas com União Brasil, PP, Republicanos e Podemos avancem nos próximos dias e estejam concluídas até quinta.

 

União Brasil e PP, que formam uma federação, devem ter reuniões internas nesta terça sobre o assunto.

 

No Republicanos, a campanha de Flávio tenta avançar com Marcos Pereira, enquanto também contam com a influência do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para aproximar a legenda. Ao mesmo tempo, há certas resistências internas, como de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara.

 

A avaliação dentro da campanha de Flávio é que o resultado do primeiro turno mudou o ambiente das negociações. Flávio terminou a primeira etapa à frente de Lula, com 47,03% dos votos contra 45,16% do petista, e o PL também saiu fortalecido na composição do Congresso.

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Luciana Amaral, da CNN Brasil, Brasília.

 

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