Flávio mira dificultar virada de Lula no 2º turno

A eleição mostrou um forte desejo de mudança no país que a campanha de Lula não conseguiu perceber. Carregando a herança dos votos do pai e falando o que o eleitor queria ouvir, Flávio Bolsonaro conseguiu transformar em voto esse ambiente difuso de insatisfação com establishment lotado em Brasília.
Surpreendente
De modo surpreendente, Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com cerca de 47% dos votos válidos contra pouco mais de 45% do presidente, superando o desempenho indicado pela maior parte das pesquisas às vésperas da votação.
Virada impossível
Esse patamar torna praticamente impossível uma virada de Lula no segundo turno — feito que seria inédito nas eleições brasileiras desde a redemocratização. Está é a aposta da campanha de Flávio Bolsonaro para conquistar o Palácio do Planalto.
Desgaste de Lula
Para Lula, o problema era maior porque a crise institucional se somava a dificuldades muito mais concretas. Aos 80 anos e em sua sétima disputa presidencial, ele enfrenta o desgaste natural de quem já governou o país por muitos anos e precisava convencer o eleitor de que ainda representava o futuro.
Vida difícil
Ao mesmo tempo, havia uma sensação persistente de que a vida continuava difícil. A melhora de alguns indicadores econômicos não eliminou a percepção provocada pelos preços altos, pelo endividamento e pela insegurança.
Com campanha em crise, Lula deve chamar João Santana

O presidente Lula avalia chamar o publicitário João Santana para reforçar sua campanha no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, numa tentativa de alterar a estratégia eleitoral. Emissários do petista devem sondar o marqueteiro nas próximas horas.
Estratégia

A campanha de Lula é comandada atualmente pelo publicitário Raul Rabelo, sócio de Sidônio Palmeira (foto acima com Lula), ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Sidônio também influenciou a estratégia de comunicação adotada até aqui.
Substituição
Uma ala do PT e ministros do governo defendem que Santana substitua Rabelo. Outra ala prefere manter a atual equipe e incluir Santana como reforço. Ele comandou as campanhas vitoriosas de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014.
STF vê risco de cassações e tenta aproximação com “PL moderado”

Ministros do STF vêm risco concreto de cassações de membros da Corte já no primeiro semestre de 2027, com a eleição da bancada de extrema-direita forte no Congresso, sobretudo no Senado. Dois deles defendem a interlocução com parlamentares mais “moderados” do PL para tentar conter impeachment.
Prerrogativa
A nova composição do Senado terá ao menos 49 parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo. A abertura de um processo exige 54 votos, e o presidente da Casa tem a prerrogativa de dar andamento ou não aos pedidos apresentados contra magistrados.
PL terá 1 em cada 4 congressistas e amplia pressão sobre o STF

Com um em cada quatro congressista ano que vem, o PL terá autonomia para tomar sozinho iniciativas e ampliará seu peso nas negociações do Legislativo. No Senado, por exemplo, os 28 integrantes serão suficientes para reunir as 27 assinaturas para apresentar proposta de emenda à Constituição (PEC).
Impeachment
O crescimento no Senado também reforça uma das prioridades políticas do partido nesta eleição: aumentar o número de parlamentares favoráveis ao avanço de processos de impeachment de ministros do STF. A estratégia foi defendida ao longo da campanha por lideranças e candidatos ligados ao PL.
PL convoca eleitos para reunião com Flávio visando o 2º turno

O PL convocou lideranças eleitas no primeiro turno para uma reunião com Flávio Bolsonaro na quarta-feira (7), em Brasília. O encontro terá como objetivo definir estratégias para o segundo turno da eleição presidencial.
Eleitos e reeleitos
Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foram convidados parlamentares e governadores do partido eleitos ou reeleitos. Flávio também mantém reuniões com aliados para discutir o planejamento da campanha. O primeiro contato é com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (RPB).
Confira os deputados federais mais votados do Brasil

Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) foram os dois candidatos a deputado federal mais votados do país. Eles ultrapassaram 3 milhões de votos cada um e concentraram, juntos, mais da metade dos votos recebidos pelos 27 candidatos primeiro colocados nos estados e Distrito Federal.
Os números
Nikolas recebeu 3.119.318 votos em Minas Gerais, contra 3.038.438 de Pavanato em São Paulo, diferença de 80.880. O terceiro maior resultado entre os líderes estaduais foi o de André Fernandes (PL-CE), com 684.372, menos de um quarto da votação alcançada por cada um dos dois primeiros.
Resultados
A distância também aparece na soma dos resultados. Nikolas e Pavanato reuniram 6.157.756 votos, enquanto os outros 25 líderes estaduais tiveram, juntos, 5.947.598. Além dos dois, apenas cinco candidatos ultrapassaram 400 mil votos.
Os parlamentares foram eleitos governadores

Deputados federais e senadores conquistaram os governos de quatro Estados no domingo. Com o resultado do primeiro turno definido pela Justiça Eleitoral, três senadores e um deputado federal foram eleitos para comandar Executivos estaduais entre 2027 e 2030.
Os vencedores
Cleitinho (Republicanos) venceu em Minas Gerais, Sergio Moro (PL) foi eleito no Paraná, Marcos Rogério (PL) conquistou o governo de Rondônia e Zucco (PL) venceu a disputa no Rio Grande do Sul. Disputas pelos governos estaduais teve forte presença de parlamentares do Congresso.
Segundo turno
Outros quatro congressistas avançaram ao segundo turno. Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM), Professora Dorinha (União Brasil-TO) e Vicentinho Júnior (PSDB-TO) voltarão às urnas em 25 de outubro.
Celina e Grass iniciam 2º turno de olho em 426 mil ausentes

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) iniciaram nesta segunda (5) a campanha do segundo turno para o Palácio Buriti. Agora, os dois candidatos terão três semanas para ampliar suas alianças e conquistar novos eleitores. Entre os alvos estão os votos dos candidatos que ficaram fora da disputa.
Eleitorado
Além dos votos dos derrotados, Celina e Grass terão pela frente o eleitorado que não compareceu às urnas. A abstenção chegou a 18,99%, representando 426.067 eleitores ausentes. A mobilização desse grupo também passa a fazer parte da estratégia dos dois candidatos.
Alcolumbre mantém fim da escala 6×1 na pauta do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu manter para esta terça-feira (6) a sessão da Casa Legislativa que dará início à análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 — modelo laboral que prevê seis dias de trabalho para apenas um dia de folga.
Bandeira
A proposta figura como uma das principais bandeiras do presidente Lula. Por sua vez, Flávio Bolsonaro e seus aliados posicionam-se contra a discussão da medida antes do resultado final do pleito presidencial.




















