A dívida bruta do governo subiu para 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, o equivalente a R$ 11,05 trilhões, informou o Banco Central nesta quarta-feira (30). É o maior patamar desde setembro de 2021, quando o indicador chegou a 83% do PIB. Em julho, a dívida representava 82,6% do PIB.
O avanço ocorre após a dívida fechar 2025 em 78,6% do PIB. Com isso, o indicador acumulou alta de 4,2 pontos percentuais nos oito primeiros meses de 2026. A dívida bruta inclui os débitos do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios.
Os juros incorporados ao estoque da dívida foram o principal fator de pressão neste ano, com impacto de 6,5 pontos percentuais. Entre janeiro e agosto, os juros das contas públicas somaram R$ 774,6 bilhões, alta de 29,1% em relação ao mesmo período de 2025. A emissão de títulos em volume superior aos vencimentos acrescentou outros 1,5 ponto percentual à relação entre dívida e PIB.
Parte do aumento foi compensada pelo crescimento nominal da economia, que reduziu a relação em 3,6 pontos percentuais, e pela valorização do real, com impacto negativo de 0,2 ponto. Apenas entre julho e agosto, a dívida aumentou R$ 108,2 bilhões. No mês, os juros elevaram a relação em 0,8 ponto percentual, enquanto o crescimento do PIB nominal reduziu o indicador em 0,5 ponto.



















