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Grandes empresas entram em recuperação judicial no Brasil

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O Brasil vive uma escalada de pedidos de recuperação judicial que já atinge empresas conhecidas em diferentes setores da economia. Casas Bahia, Marabraz, Tok&Stok, Grupo Petrópolis, Polishop, Bombril, Casa do Pão de Queijo e AgroGalaxy estão entre os grupos que recorreram ao mecanismo para renegociar dívidas e tentar preservar suas operações. No primeiro semestre de 2026, mais de 6.300 empresas estavam em recuperação judicial no país, segundo o Monitor RGF-Bizdoc.

Entre os casos de maior repercussão está o da Casas Bahia, que entrou em recuperação judicial com uma dívida de R$ 17,3 bilhões, apenas dois anos depois de concluir uma recuperação extrajudicial que havia reestruturado R$ 4,8 bilhões. A crise também atingiu fornecedores: Samsung, Electrolux, LG, Motorola, Britânia e TCL/Semp aparecem entre os principais credores da varejista. A empresa já fechou 298 lojas e demitiu cerca de 3.000 funcionários.

Outro caso de grande porte é o da Braskem, maior petroquímica do país, que protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões, equivalentes a aproximadamente R$ 56 bilhões. A companhia pretende reestruturar apenas dívidas financeiras e afirma que o processo não afetará pagamentos a fornecedores e funcionários. A empresa tem 90 dias para buscar apoio de mais de 50% dos credores e avançar com a homologação do plano.

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A lista mostra que o problema não está restrito ao varejo. A crise alcança também empresas de alimentos, agronegócio, indústria, energia e saúde. A Oncoclínicas, por exemplo, pediu recuperação extrajudicial em julho para renegociar uma dívida de R$ 5,2 bilhões. Entre os fatores que pressionam as companhias estão os juros elevados, o aumento da inadimplência, dificuldades de acesso ao crédito, endividamento acumulado e problemas específicos de gestão. O avanço das recuperações indica que a pressão financeira passou a atingir empresas de diferentes tamanhos e setores. 

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