Começa nesta terça-feira (18), em Goianápolis, a cerca de 30 km de Goiânia, o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, que reúne mais de 200 marcas e ocorre até quinta-feira (20). O setor chega ao encontro com uma frota recorde de 2.866 aviões e helicópteros agrícolas, mas sob pressão de juros altos, câmbio e dependência de equipamentos importados.
O Brasil encerrou 2025 com a segunda maior estrutura de aviação agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Mato Grosso lidera a frota nacional, com 803 aeronaves, seguido por Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. O Centro-Oeste concentra 45,3% dos equipamentos em operação no país.
A programação prevê debates sobre tecnologia, segurança, sustentabilidade, custos e qualificação profissional, além de demonstrações práticas. Na quarta-feira (19), o presidente do Instituto do Agronegócio e da Feagro-MT, Isan Rezende, participa de um painel sobre geopolítica e economia internacional, com foco nos efeitos do dólar, do comércio exterior e da tributação sobre o setor.
“O Brasil construiu uma aviação agrícola de escala mundial, mas parte importante dessa estrutura continua exposta ao dólar, aos juros e ao fornecimento externo de aeronaves, turbinas, peças e componentes”, afirma Rezende. Até quinta-feira, o congresso também discutirá inteligência artificial, reforma tributária e o avanço dos drones, em meio ao desafio de ampliar a frota sem comprometer a segurança e a eficiência das operações.



















