A pouco mais de dois meses da eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, marcada para 6 de outubro, o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou e entrevista à imprensa que acredita que o cenário político pode abrir espaço para uma reaproximação com parte dos vereadores que hoje não integram sua base de apoio. Apesar do clima de desgaste entre o Executivo e o Legislativo, o prefeito afirma que mantém as portas abertas para o diálogo e descarta transformar as divergências em uma crise institucional.
Nos últimos meses, a relação entre o Palácio Alencastro e parte dos parlamentares foi marcada por atritos, principalmente após Abilio ser acusado de tentar influenciar a disputa pela presidência da Câmara. O prefeito, no entanto, minimiza o episódio e sustenta que a eleição da Mesa pode reorganizar o ambiente político, permitindo que alguns vereadores retomem o alinhamento com a administração municipal.
Segundo Abilio, a eventual recomposição dependerá das escolhas de cada parlamentar. Ele afirma que respeitará aqueles que optarem por seguir de forma independente, mas acredita que o novo desenho político da Casa poderá favorecer uma convivência mais próxima entre Executivo e Legislativo.
O prefeito também comentou as tratativas que manteve com vereadores do Podemos logo após a formação da bancada da sigla na Câmara. Conforme relatou, seis parlamentares procuraram a Prefeitura para discutir uma possível parceria institucional, mas a conversa acabou esbarrando em diferenças sobre a forma de participação do grupo na gestão.
“Assim que o Podemos fechou o partido, a Catiúsa, o Wilde e alguns outros migraram para o Podemos. Eles pediram uma agenda na prefeitura comigo e vieram na prefeitura. Vieram seis vereadores do Podemos”, afirmou.
Na reunião, segundo Abilio, os parlamentares questionaram a possibilidade de o partido participar da administração municipal por meio de uma secretaria. O prefeito disse que rejeitou a proposta por entender que sua gestão não funciona com distribuição de espaços políticos em troca de apoio.
“Eles falaram que o Podemos era um grande partido na Câmara e queriam saber se poderiam ter uma parceria com uma secretaria. Eu expliquei que não é assim que as coisas funcionam, não é desse jeito que eu trabalho”, declarou.
Apesar dos desentendimentos políticos, Abilio fez questão de afirmar que não possui conflitos pessoais com os vereadores e defendeu a manutenção do diálogo institucional. “A mesa separa os grupos, é óbvio, mas eu tenho um bom relacionamento com eles e nunca tive um problema pessoal”, concluiu.






























