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Bastidores do Poder

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Vice nordestina


O pastor Silas Malafaia defendeu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escolha uma mulher nordestina e não evangélica para integrar sua chapa como candidata a vice-presidente. Segundo o líder religioso, esse perfil poderia ampliar o alcance eleitoral do parlamentar e reduzir resistências entre o eleitorado feminino. “Falei para o Flávio: você precisa escolher uma mulher do Nordeste”, afirmou Malafaia. O pastor disse ter apresentado diretamente ao senador os argumentos favoráveis à composição. “Essa escolha mostra que você é um cara de família, que não rejeita a mulher.”
Candidata ideal

Na avaliação de Malafaia, a candidata ideal deveria ser uma “nordestina raiz” e “que não seja evangélica, porque Flávio já é evangélico”. A estratégia buscaria equilibrar regionalmente e religiosamente a chapa, além de fortalecer a candidatura em uma região onde a família Bolsonaro enfrenta maior dificuldade eleitoral.

Sem empresariado

O pastor também descartou nomes ligados ao agronegócio ou ao empresariado por considerar que esses perfis “não vão somar” votos suficientes. Entre os nomes citados nos bastidores para a vaga estão a senadora Tereza Cristina (PP-MS), próxima do setor ruralista, e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos-SP).

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), desprezada por Silas Malafaia. Foto: Reprodução
Jair quis nordestino

Durante a conversa com Flávio, Malafaia relembrou uma reunião que teve com Jair Bolsonaro em 2022, cerca de um mês antes da convenção que oficializou a candidatura presidencial. Na ocasião, ele tentou convencer o então presidente a escolher um vice nordestino.

Crise entre Michelle e Flávio

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (13) aponta que 35% dos eleitores dizem desconhecer a crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, que ganhou força após relatos sobre um vídeo da ex-primeira-dama contra o senador e sua saída da estrutura do PL Mulher.

Ouviram falar

Entre os entrevistados, 27% afirmaram que ouviram falar e sabem pouco sobre a crise. Outros 17% disseram que ouviram falar e sabem do que se trata, enquanto 20% declararam conhecer bem e acompanhar o episódio. Somados, 64% tiveram algum contato com a notícia, e 1% não soube ou não respondeu.

Alcance da disputa

A pergunta apresentada aos eleitores citou a notícia de que Michelle publicou nas redes sociais um vídeo criticando Flávio, candidato do PL à Presidência em 2026, por tratamento ríspido em discussões partidárias. O enunciado também mencionou que ela deixou a presidência nacional do PL Mulher e se afastará da campanha presidencial do senador.

Impacto negativo

Outro recorte da mesma rodada indica que 46% dos eleitores avaliam que o desacordo terá impacto negativo na candidatura de Flávio Bolsonaro. Desse grupo, 27% apontam efeito muito negativo e 19% veem efeito pouco negativo. Para 40%, o episódio não deve impactar a candidatura; 7% enxergam efeito positivo, sendo 3% pouco positivo e 4% muito positivo.

Câmara esconde autoria de emendas

A Câmara dos Deputados registrou 1.341 emendas de comissão que somam R$ 1,3 bilhão sem identificação pública dos reais autores em 2025, aponta relatório da Transparência Brasil divulgado nesta segunda-feira (13). A entidade afirma que o modelo mantém uma lógica semelhante à do orçamento secreto, porque atribui as indicações a lideranças partidárias sem revelar o parlamentar responsável pelo repasse.

Consulta pública

Os repasses aparecem em atas de reuniões das bancadas partidárias, mas esses documentos não estão disponíveis para consulta pública, apesar de a legislação prever o acesso. As chamadas “emendas de liderança” receberam assinaturas de PP, União Brasil, Republicanos, PL, Avante, Podemos e Solidariedade.

Dominada pelo PL

O montante equivale a 16% do total das emendas de comissão. A maior parte desse grupo, R$ 818,1 milhões, saiu da Comissão de Saúde, dominada pelo PL, partido presidido por Valdemar Costa Neto, que não exerce mandato de deputado nem de senador.

Identificação nominal

No fim de 2024, Flávio Dino determinou o bloqueio das emendas de comissão e exigiu regras de transparência, entre elas a identificação nominal dos parlamentares responsáveis por cada indicação. Em decisões recentes, o ministro afirmou que a liderança partidária pode formalizar a emenda, mas a Câmara precisa registrar quem negociou e pediu o envio da verba.

‘Agente secreto’

A Polícia Federal afirma que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha mantinha influência sobre a destinação de recursos públicos mesmo sem ocupar cargo eletivo. Para os investigadores, ele agia como uma espécie de “agente secreto” no Congresso e exercia poder comparável ou até superior ao de deputados em atividade.

Estrutura informal

Segundo a apuração, Cunha participava do “(re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais”. A PF sustenta que emendas destinadas a atender demandas apresentadas por representantes eleitos teriam sido submetidas a uma estrutura informal de decisões.

Respaldo institucional

Em outro trecho, a PF declarou que as provas reunidas indicam uma atuação política sem respaldo institucional. “O conjunto de elementos já permite concluir que Eduardo Cunha opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional.”

Suspeitas de desvio

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões ligados ao ex-deputado, diante de suspeitas de desvio de emendas parlamentares. A investigação aponta que pelo menos 29 emendas da Comissão de Saúde da Câmara teriam sido movimentadas sob orientação de Cunha.

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Ministro Flávio Dino, do STF. Foto: Reprodução

Emendas irregulares de Valdemar 

Emendas parlamentares ligadas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, favoreceram redutos do partido em 2024, com R$ 97 milhões liberados na semana anterior ao limite eleitoral para transferências federais. Os recursos foram destinados principalmente a municípios onde candidatos da legenda ou políticos apoiados pelo partido disputavam as eleições de outubro.

Emendas atribuídas

A análise mostra que aproximadamente 80% dos R$ 119 milhões em emendas atribuídas a Valdemar pela Polícia Federal foram concentrados nos dias que antecederam o início das restrições impostas pela legislação eleitoral. A maior parte dos repasses ocorreu em 26 de junho de 2024, menos de duas semanas antes do encerramento da janela legal.

Pleito municipal

A legislação proíbe, com exceções previstas em lei, a transferência voluntária de recursos da União para estados e municípios durante os três meses anteriores às eleições. Como o primeiro turno do pleito municipal de 2024 foi realizado em 6 de outubro, o prazo para grande parte dos repasses terminou em 6 de julho daquele ano.

A carta de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou neste sábado (11) uma carta na qual afirma que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será seu “porta-voz” e faz um apelo para que aliados deixem de lado divergências internas. O texto foi lido pelo próprio senador durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais. Sem mencionar diretamente os recentes conflitos entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente defendeu unidade no campo político liderado por ele.
No documento, o ex-presidente também reforçou sua confiança no filho, alvo de recentes polêmicas como o financiamento da cinebiografia Dark Horse e as tarifas contra o Brasil, ao chamá-lo de “meu pré-candidato” e “meu porta-voz”, afirmando acreditar que ele poderá “resgatar o Brasil” e conduzir o país “à paz e prosperidade”.

Paralisação de caminhoneiros

O governo do presidente Lula (PT) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para acompanhar a ameaça de paralisação de caminhoneiros e, ao mesmo tempo, busca um acordo no Senado para garantir a votação da MP do Frete antes que o texto perca a validade.

Risco de interrupções

A AGU foi comunicada na noite de domingo (12) sobre o risco de interrupções no transporte de cargas. O órgão deverá acompanhar os desdobramentos jurídicos e institucionais do movimento, principalmente em caso de bloqueios ou impactos sobre serviços essenciais.

MP do Frete

O impasse envolve a Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete. A proposta modifica as regras do piso mínimo para o transporte rodoviário de cargas, amplia os instrumentos de fiscalização e incorpora reivindicações apresentadas por representantes dos caminhoneiros.

Senado tenta evitar greve

Representantes dos caminhoneiros se reuniam nesta segunda-feira (13) com lideranças governistas e da oposição no Senado para pressionar pela votação da MP do Frete. Até o fechamento da coluna a reunião ainda não havia acabado.

Alcolumbre ausente

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participa do encontro. A ausência ocorre apesar da pressão para que a Casa inclua a MP na pauta e conclua sua votação dentro do prazo necessário para impedir que o texto deixe de produzir efeitos.

Trump diz controlar Ormuz

O pré-candidato ao Senado pelo Partido Liberal, Alcides Fernandes, afirmou que o diretório estadual da legenda decidiu apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Alcides, que é pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE), disse que a definição foi tomada de forma unânime por parlamentares do partido no estado. De acordo com ele, a escolha foi considerada a única alternativa para retirar o Partido dos Trabalhadores do comando do governo cearense.

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Ciro, pivô da crise

A declaração ocorre em meio à crise envolvendo o pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O apoio a Ciro Gomes no Ceará intensificou o impasse interno no partido.

Senado no Maranhão

A disputa ao Senado no Maranhão aparece aberta e sem liderança isolada, com sete pré-candidatos variando entre 10% e 14% das intenções de voto, em cenário de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, segundo pesquisa Real Time Big Data.

Quadro eleitoral

De acordo com o levantamento, o deputado federal Duarte Jr. (Avante – foto) aparece numericamente à frente, com 14% das intenções de voto. A diferença, porém, não é suficiente para caracterizar liderança fora da margem de erro, o que mantém o quadro eleitoral indefinido na corrida pelas vagas do Maranhão no Senado.

Outros nomes

Na sequência, aparecem a ex-senadora Roseana Sarney (MDB) e o senador Weverton Rocha (PDT), ambos com 13%. O ex-senador Roberto Rocha (Novo) registra 11% das intenções de voto. Já a senadora Eliziane Gama (PT), Lahesio Bonfim (Novo) e o ex-ministro André Fufuca (PP) têm 10% cada.

O resultado indica um cenário fragmentado, no qual nenhum dos nomes testados conseguiu se distanciar dos demais. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, todos os sete pré-candidatos aparecem tecnicamente empatados, considerando os limites estatísticos da pesquisa.

Rioprevidência restrito a servidores

Um decreto assinado pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, restringiu três diretorias estratégicas do Rioprevidência a servidores da carreira de Especialista em Previdência Social e também alterou as regras de participação no Conselho de Administração da autarquia. As mudanças foram publicadas nesta segunda-feira (13).

Postos responsáveis

A nova estrutura determina que as diretorias de Administração e Finanças, de Seguridade e de Investimentos sejam ocupadas exclusivamente por especialistas concursados da área previdenciária. O governo estadual afirma que a medida pretende ampliar a presença de servidores de carreira nos postos responsáveis por decisões administrativas e financeiras do fundo.

TRE-RJ quer forças federais nas eleições

FRASE DO DIA

“Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas e deixar de lado possíveis diferenças”.
Jair Bolsonaro, em carta ao filho Flávio Bolsonaro.

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